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Réstias do Tempo - Blogmaster

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

Réstias do Tempo - Blogmaster

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

O doutor Augusto morreu

O DOUTOR AUGUSTO MORREU

O doutor Augusto era do Pego, uma terra ali ao pé de Abrantes.
(Os habitantes lá da terra diziam que o doutor Augustim era do Péguim).
O doutor Augusto era médico. Uma terraplanadora que por onde passava levava tudo a eito. No hospital, da auxiliar à medica mais graduada, o doutor Augusto não perdoava.
O doutor Pompílio tinha uma inveja visceral do doutor Augusto.
Um dia o doutor Augusto morreu.
O doutor Pompílio desceu as escadas de quatro em quatro, correu à casa mortuária, cortou o “sucesso" do doutor Augusto, guardou-o no bolso para futura análise, foi para casa.
À noite, como qualquer esposa dona de casa que se prese, a mulher do doutor Pompílio foi vasculhar nos bolsos do marido:
- Olha – disse ela muito surpreendida… – o doutor Augusto morreu...
Aniceto Carvalho

Quando nada acontece

QUANDO NADA ACONTECE
Estive a ver esta noite a “Sociedade Civil”.

Um programa de magazine que eu gosto de ver. O desta noite uma variante de entrevista mesa redonda dedicado à credibilidade e futuro da Comunicação Social. Interessante.
Eu pertenci a uma actividade durante trinta anos onde roubar ou deixar cair um objecto num depósito de gasolina de um avião, (não imediatamente comunicado), significava expulsão sem qualquer atenuante, deixar uns calções de banho pendurados na torneira do chuveiro ou uma mancha na parede custava uma admoestação mais ou menos severa, onde o artolas e a falta de confiança dos chefes conduzia à prateleira e aos serviços auxiliares.
Embora a boa formação militar e cívica, era raro, mas acontecia.

Hoje, a comunicação social e a política estão no salve-se quem puder.
Hoje, os jornalistas não têm o menor sentido de ética profissional, os políticos fazem falcatruas atrás de falcatruas, marcam presença pelos amigos a passear na boa vai ela, descaradamente arranjam as unhas em serviço na Assembleia da República... com um povo inteiro a perder toda a confiança nas bandeiras do País, tudo continua como dantes, nada acontece.
Aniceto Carvalho

Chá das cinco

CHÁ DAS CINCO

Bem adaptado à dieta portuguesa.

Sim, indiscutivelmente certo... Contudo, o exemplo vem de cima, e os exemplos vindos de cima têm tido muito pouco de seguir. Principalmente dos políticos, que deviam ser os primeiros em quem pôr os olhos.

Não será nos próximos tempos, infelizmente...

Enquanto se elevarem a figuras nacionais de relevo com altos cargos, criminosos de delito comum, conspiradores, desertores e polididores de esquinas que nunca mexeram uma palha na vida, nenhum país pode alimentar a ilusão de ter cidadãos idóneos e civicamente bem preparados para educar os filhos.

Aniceto Carvalho

O homem, o civilizado

O HOMEM, O CIVILIZADO

O animal selvagem mata a presa e o inimigo para sobreviver... o homem, essa superior criatura, que se diz inteligente e filho de Deus, que andou anos na universidade e é doutor, mata o seu semelhante aos milhares, mulheres e crianças, sem qualquer justificação.
Aniceto Carvalho

O paroquiano Pompílio

O paroquiano Pompílio
Acabado de chegar à terra, como qualquer pároco nas mesmas condições o jovem padre atacou em força na conquista de fieis para a paróquia. O período da Páscoa era a melhor.

Tarefa difícil no entanto, considerou o padre, estava a ser levar o Pompílio à missa. O Pompílio nunca tinha ido à missa nem entrado na igreja. Mas isso tinha sido com os padres anteriores.
Dito e feito: Depois de três semanas de catequese por tudo o que era vereda e quelha em volta da aldeia cada vez que o pároco encontrava o paroquiano, no Domingo de Páscia lá estava o Pompílio de olhos misericordiosos em alvo postos nos santinhos e todas as palavras do padre na cabeça... No alto, o padre, imponente, lá em cima no púlpito:
- Meus queridos irmãos… Nosso Senhor Jesus Cristo foi  apedrejado, foi crucificado, foi morto…

O Pompílio não podia conter tanta emoção por tanto sofrimento:
– Coitadinho!... coitadinho!... coitadinho!…coitadinho! - repetia o recém convertido paroquiano Pompílio de lágrima no canto do olho, a milímetros do choro convulsivo. 
No ano seguinte: A mesma boa vai ela do Pompílio, o mesmo fadário do ano anterior do padre.

Mas no Domingo de Páscoa, lá estava o devoto Pompílio de mãos postas em oração entre os fieis... lá no alto o senhor prior, imponente nas suas vestes sagradas.
- Meus queridos irmãos… Nosso Senhor Jesus Cristo foi insultado, foi apedrejado, foi…
- Olhe senhor padre!... - saltou no banco de dedo em riste o paroquiano Pompílio. - E foi muito bem feito! Se já lhe tinham feito isso o ano passado, que não voltasse lá outra vez.
Aniceto Carvalho

A Pergunta

A PERGUNTA
Trabalhei dos 12 aos 65 anos, estive 10 anos na Guerra no Ultramar, estudei, constituí a família, criei centenas de postos de trabalho; quando o dinheiro era caro, além das minhas obrigações de cidadão comum, paguei mais de mil contos por mês de impostos e contribuições…

Clic e confirme: - Sem nada a esconder

E você?... Além de greves e manifestações o que é que tem feito pelo seu país?
Aniceto Carvalho

Impostos e mamarrachos

IMPOSTOS E MAMARRACHOS
Se a mulher é hoje independente, etc. e tal, a trabalhar como uma escrava mais doze horas por dia do que a avó há 80 anos, deve-o à traumatizada feminista sabiamente explorada pelo político da época que não perduou o desperdício da mulher em casa sem pagar impostos.
E o político precisa sempre de mais impostos: Para mandar construir monumentos… não porque a aldeia precise de mamarrachos, mas porque precisa ele dos votos para adejar a crista.
O RESTO É CONVERSA FIADA PARA ADORMECER PAROLO.
Aniceto Carvalho

Só para reinar um naquinho

Só para reinar um naquinho... Mas sem comentários

O Japão é dois terços do tamanho da Califórnia, a Califórnia é um dos 50 estados americanos.

Relativamente ao Japão os Estados Unidos são incomensuravelmente mais ricos, com um poder militar de um elefante comparado com o de uma formiga. Mesmo assim, não obstante toda esaa avassaladora superioridade, foram necessários quatro anos e duas mortíferas bombas atómicas para os americanos derrotarem os japoneses. 

Na frente de batalha os homens são todos iguais. A diferença está na capacidade de combate...  e esta, poucas vezes depende da quantidade ou qualidade do equipamento.   

Aniceto Carvalho 

Unforgettable

INESQUECÍVEL de facto, para quem dançou coisas destas nos velhos tempos.

Como o deixou dito o nosso  Luís Vaz de Camões em "Os Lusíadas":

Vale mais experimentá-lo que julgá-lo, mas julgue-o quem não puder experimentá-lo.

Ou então... Quem não viveu, vivesse.  

Aniceto Carvalho

O seu a seu dono

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 O seu a seu dono.

Não é o meu estilo. Nem pouco mais ou menos. Mas com tanta gente a adejar a crista sem ter nada que mostrar, um pouco de vaidade também não me ficará assim tão mal. No fim, ninguém me gaba melhor do que eu: Que eu saiba, em centenas de milhares de mecânicos de avião, serei o único a escrever três livros sobre a actividade.

Clic e veja: -   Aviação Portuguesa

Aniceto Carvalho 

Por falar em São Martinho

Por falar em São Martinho, Golegã, bifanas, castanhas assadas e água-pé:

Os candidatos a artistas nesses programas de estrelato a cantarem na língua do Shakespeare com aquela entoação de quem nasceu ao lado do Empire State no centro de Nova Iorque, fazem-me sempre lembrar uma tribo de pigmeus do sopé do Kilimanjaro vestidos de campino de Vila Franca de Xira a dançar o fandango numa aldeia de jívaros nos contrafortes dos Andes.

 Aniceto Carvalho

SEM PALAVRAS

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SEM PALAVRAS

Isto no fim  da segunda década do Século XXI, quando o cidadão sem sair de casa, tem no seu telemóvel ou computador a notícia vinda do outro lado do mundo mais depressa do que através de qualquer estação de rádio ou televisão.  

Democratas

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DEMOCRATAS

Tem sido por aÍ  um alarido desde que uma pujante onda de intelecto lusitano animou nos últimos dias o rectângulo peninsular com um desbastador abaixo-assinado onde 150 obscuras criaturas cá da terra apelavam à  unidade anti-fascista de 147 milhões de eleitores brasileiros.

Até uma tal Tânia Ribas de Oliveira, uma apresentadora de televisão, da RTP, claro está, veio hoje a terreiro dizer da sua trintesa pelo que está a acontecer no Brasil.

Uns vão ao circo ver os palhaços... outros chega-lhes ficar em casa.

Nem no tempo das Invasões Francesas, nem das Guerras Liberais, se viu em Portugal tanta gente borrada de medo por perder as mordomias como esta esquerdalha nula, polidora de esquinas e incapaz, que atualmente infesta a polí­tica nacional, os chamados meios de comunicação social, a vida artí­stica, os sindicalistas e afins, os manifestantes subsí­dio-dependentes, os desempregados profissionais, etc., o próprio ar que os portugueses respiram.

Todo o indiví­duo que se intitula democrata e depois não respeita o voto dos outros não merece sequer viver no meio de gente de bem, decente e civilizada.

Uma coisa é rigorosamente certa e verdadeira: Quem não deve não teme.

Aniceto Carvalho

Hoje há palhaços

HOJE HÁ PALHAÇOS

Uma das últimas provas da desconhecida pujança intelectual lusitana que animou nos últimos dias o rectângulo peninsular foi o desbastador abaixo-assinado de 150 obscuras eminências cá da terra a apelar à unidade anti-fascista de 147 milhões de eleitores brasileiros.

Uns vão ao circo ver os palhaços... outros chega-lhes ficar em casa.

 

Enquanto isso "há" por aí um aeroporto, o qual se previa no princípio dos anos 70 do Século XX estar pronto a funcionar em 1978 a meia dúzia de quilómetros de Lisboa.

(Nada demais: A Ponte Salazer demorou três anos a construir no início dos anos 60, e a Barragem de Caborra Bassa, em Moçambique, mais ou menos o mesmo tempo).

Quase 50 anos depois de infindáveis estudos que nunca se sabe se ou quando vão acabar, está prestes a sair um aborto impraticável no mundo há  décadas, só possí­vel na cabeça de gente sem a mais elementar qualidade ou preparação para governar um paí­s.

Estive a ver ontem a localização de uma série de aeroportos: Madrid, Barcelona, Paris, Londres, Berlim, Marselha... nem um em que os aviões a aterrar tenham de sobrevoar uma casa.

Não é por se lhes mudar o nome, que as coisas funcionam melhor.

 Aniceto Carvalho