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Réstias do Tempo - Blogmaster

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

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Ciclones e outros ventos

CICLONES E OUTROS VENTOS

Clic na ligação e veja: 

https://www.dropbox.com/s/pc79wvviez9x31v/Ciclone41.pdf?dl=0

Estava em casa do meu avô, numa das janelas do piso superior.

Em frente um vale pouco acentuado, do outro lado a encosta das Travessas.

Era o ciclone do dia 15 de Fevereiro de 1941... pinheiros e outras árvores em geral tombavam sucessivamente umas atrás das outras até onde a vista podia  alcançar.

Nada de pânico, era a natureza a impor as suas leis.

Não  foi só em Lisboa, foi em todo o país.  No Montijo, por exemplo, contaram-me mais tarde, terra ribeirinha, ao ní­vel do mar, havia cadáveres a boiar no centro da vila.

Comparado com o ciclone de 1941 a "monumental" tempestade que um dia destes atravessou e fustigou o nosso país, pouco mais foi que um POF de um peido-de-bruxa.

Excepto na incomensurável e inversamente proporcional algazarra.

Entende-se. É o esbracejar do náufrago:  De uma Comunicação Social fora do seu tempo, sem soluções para um fim que se adivinha... dos gritos de desespero do ambientalista porque não acredita que o dogma do aquecimento global está também a passar de moda.

Aniceto Carvalho