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Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

António Calvário

ANTÓNIO CALVÁRIO

Estive a ver um pouco de televisão dedicado ao António Carvário. O Calvário fez 80 anos.

Como se sabe, o Calvário é um bom exemplo de quando havia artistas em Portugal...

O Calvário, o Chico José, o Toni de Matos, a Maria Clara, a Madalena Iglésias, etc., etc., etc.

Não apreciei muito o António Calvário. Estava na guerra. E por ciúmes, acho eu: O Calvário tinha montes de miúdas atrás, e eu, que era todo desempenado e até bonitinho, fartava-me de rapar para conseguir que alguma me deitasse um olhar,  nem que fosse de esguelha.  

Eram os artistas do tempo do Estado Novo, a imagem da época.

Hoje, Portugal é o eterno 25 de Abril: Um calhau no Parque Eduardo VII, artistas feitos à pressa que só as gentes das televisões conhecem, professores sem preparação nem brio em concursos de cultura geral, intectuais e políticos a dizer alarvices nos Prós e Contras.

Aniceto carvalho 

Ciclones e outros ventos

CICLONES E OUTROS VENTOS

Clic na ligação e veja: 

https://www.dropbox.com/s/pc79wvviez9x31v/Ciclone41.pdf?dl=0

Estava em casa do meu avô, numa das janelas do piso superior.

Em frente um vale pouco acentuado, do outro lado a encosta das Travessas.

Era o ciclone do dia 15 de Fevereiro de 1941... pinheiros e outras árvores em geral tombavam sucessivamente umas atrás das outras até onde a vista podia  alcançar.

Nada de pânico, era a natureza a impor as suas leis.

Não  foi só em Lisboa, foi em todo o país.  No Montijo, por exemplo, contaram-me mais tarde, terra ribeirinha, ao ní­vel do mar, havia cadáveres a boiar no centro da vila.

Comparado com o ciclone de 1941 a "monumental" tempestade que um dia destes atravessou e fustigou o nosso país, pouco mais foi que um POF de um peido-de-bruxa.

Excepto na incomensurável e inversamente proporcional algazarra.

Entende-se. É o esbracejar do náufrago:  De uma Comunicação Social fora do seu tempo, sem soluções para um fim que se adivinha... dos gritos de desespero do ambientalista porque não acredita que o dogma do aquecimento global está também a passar de moda.

Aniceto Carvalho