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RÉSTIAS DO TEMPO - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

RÉSTIAS DO TEMPO - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

Cultura para aleijadinhos

CULTURA PARA ALEIJADINHOS
Uma das últimas na TV cá do sítio dá pelo nome de “Três mulheres”.
Pretende retractar três damas “antifascistas” dos velhos tempos de meteórica ascensão à ribalta saloia lisboeta com o 25 de Abril as quais, aqui para nós, não sei se terão inspirado alguma réstia de simpatia a alguém. Num dos episódios aparece um jovem "patriota" de então a considerar a possibilidade de ser mobilizado para a Guerra do Ultramar… A ter existido um exmplar semelhante, e tanto quanto se sabe existiu gente desse calibre mais do que lesmas, com aquela argumentação e vozinha de paneleiro, o mínimo que lhe podia acontecer por onde eu andava na altura era acabar com a cabeça enfiada numa latrina.

Todos os homens precisam de uma "bengala". Para se apoiarem ou para a "venderem" aos outros: As "bengalas" podem ser deuses, santinhos, almas do outro mundo, sindicatos, clubes de futebol, aquecimento global, ou livros para não se deixarem enganar com "bengalas" falsas.

Aniceto Carvalho 

Parece conto de fadas

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O bom vale sempre a pena ser recordado

Tinha chegado há pouco a Tete, estava a tentar ambientar-me, precisava de me distrair, vi numa montra um extraordinário rádio Gira Discos. Duas possantes colunas independentes de 20 W cada, tinha um som que nunca mais acabava. Era o que eu precisava. Nem pensei duas vezes. Comprei uns Ray Conniff, James Last, etc., nunca mais ninguém descansou.

Veio a Passagem do Ano de 1970 para 71, eu e o Marta, eu mecânico, ele piloto, dos Serviços de Aviação do Gabinete do Plano do Zambeze, éramos os únicos, não sei se escalados ou não,  para quem fazer a assistência no planalto do Songo na Passagem do Ano tanto fazia que fosse a duzentos quilómetros a montante de Tete como a trezentos na foz do Zambeze.

Combinámos fazer um baile no Songo, nem nos precupámos em ahustar os pormenores.

No dia 31 de Dezembro de 1970 lá estávamos. Foi um estrondo. 

No ano seguinte, de 1971 para 72, mobilizei o Navajo para transportar a "orquestra" e a família, combinei com o Oliveira Marques para pilotar o avião, fui repetir o baile do ano anterior.

O Songo estava todo fechado com nevoeiro, o Oliveira Marques teve de subir a encosta da serra aos zig zags para lá chegar, o baile foi um fiasco comparado com o do ano anterior.

Não se admirem que haja alguém que não acredite nisto... se eu estivesse no lugar de algumas pessoas, se calhar também não acreditava.

Mas foi verdadinha, podem crer.

Aniceto Carvalho

Velhas histórias

VELHAS HISTÓRIAS
Como toda a gente sabe, eu fui uma criança precoce: Entrei na universidade aos doze anos.

Na da vida, a melhor, evidentemente. Querem ver?
Num anoitecer das vésperas de Carnaval de 1950, a dois dias dos meus quinze anos, nos Quatro Caminhos, em Queluz, com um grupo de adolescentes a fazer os disparates da época, levei um murro de tal ordem na tromba que oito dias depois ainda andava de esguelha e a falar sozinho.
Serviu-me de emenda: Fiquei a saber que ao contrário de lhes atirarem com jactos de água à cara ou de se porem com parolices e palhaçadas em redor, do que as miúdas gostam mesmo é que as abordem como gente crescida e educada, e que lhes sussurrem trinados ao ouvido.
Nunca mais me esqueceu… Como dizia o Eça de Queiroz: “Em termos de educação ainda nada substituiu uma boa e oportuna bengalada”.
Aniceto Carvalho

O brilho e a ilusão

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O BRILHO E A ILUSÃO

Trabalhar, não. Nem que seja apenas para saber como é a vida.

Ai do pai que deixe o filho adolescente dez minutos atrás do balcão enquanto ele vai ao armazém buscar uma mercadoria  para reabastecer as prateleiras...

Mas se for menina de treze ou catorze anos, já pode. AÍ JÁ PODE.

JÁ PODE... E se estiver "naquela idade", melhor. Vai mostrar os "dotes artísticos" nos antros mais duvidosos por detrás dos candelabros mais brilhantes, a largos milhares de quilómetros dos olhos de pais e familiares babados completamente  ofuscados pelo barrulho das luzes para, em 99% dos casos, num próximo futuro sem rei nem roque, ter uma mão cheia de nada e outra de ilusões desfeitas...

MAS AÍ JÁ PODE...

Desde  que encha os bolsos a centenas de hipócritas sem ponta de princípios.

Aniceto Carvalho

Acordo ortográfico em Moçambique

ACORDO ORTOGRÁFICO EM MOÇAMBIQUE.
Divinal… Só espero que apareça por aí alguém a traduzir. Eu não sei.
«Eh Oena, Lhe Can,
Nós aqui em Moçambique sabemos que os mulungos de Lisboa fizeram um acordo ortográfico com aquele tocolocha do Brasil que tem nome de peixe.
A minha resposta é: naila. Os mulungos não pensem que chegam aqui e buissa saguate sem milando, porque pensam que o moçambicano é bongolo.
O moçambicano não é bongolo não; o moçambicano estiva xilande. Essa bula bula de acordo ortográfico é como babalaza de chope: quando a gente acorda manguana, sevai ticumzar a mamana já não tem estaleca e nem sequer sabe onde é o xitombo, e a gente arranja timaca com a nossa família.
E como pode o mufana moçambicano falar com um madala? Em português, naturalmente. A língua portuguesa é de todos, incluindo o mulato, o balabasso e os baneanes. Por exemplo: em Portugal dizem "autocarro" e está no dicionário; no Brasil falam "bus" e está no dicionário; aqui em Moçambique falamos "machimbombo" e não está no dicionário. Porquê? O moçambicano é machimba? Machimba é aquele congoaca do Sócrates que pensa que é chibante e que fuma nos tape, junto com o chiconhoca ministro da economia de Lisboa. O Sócrates não pensa, só faz tchócótchá com o th'xouco dele e aquilo que sai é só matope.
Este acordo ortográfico é canganhiça, chicuembo chanhaca! Aqui na minha terra a gente fez uma banja e decidiu que não podemos aceitar.
Bayete Moçambique! Hambanine…

Júlio Vilar Santos

Júlio Vilar Santos

Era da minha altura na Força Aérea Portuguesa, mais curso menos curso, também mecânico de avião, ou mecânico eletricista. Só nos cruzámos nos anos 70, dois ou três anos, na DETA, em funções diversas, convivemos pouco mas conheceno-nos muito bem.
Começou a voar no Aeroclube da Beira, continuou no Guerra, estudou no Salvador Correia de Sá, quando eu cheguei à DETA era ele comandante de Friendship, a seguir de B-737.
Júlio Vilar Santos foi uma grande atleta do Benfica dos anos 50 do Século XX.

Mais um dos “desgraçadinhos” a quem os fascistas não deixavam fazer nada.

MORREU ONTEM... PAZ À SUA ALMA´

Aniceto Carvalho

Black is black

Da única canção ganha por Portugal na Eurovisão até hoje, há dois anos, já ninguém se lembra. Los Bravos foram uma banda rock fantástica há mais de 50 anos.

Vale a pena recordá-los nos anos 60 Século XX. 

Clic e veja: - Los Bravos- Black is Black

Aniceto Carvalho

A Ti Celina foi à vila

A TI CELINA FOI À VILA
A Ti Celina precisava de ir à vila. O marido estava para Lisboa.
Telefonou ao compadre, o Ti Casimiro, do monte a seguir.
- Vou já para aí – disse o Ti Casimiro.
Pegou no 4L, minutos depois estava à porta da Ti Celina.

A Ti Celina trazia um cesto com galinhas, sentou-se na parte de trás do 4 L com o braço

por cima do cesto para as galinhas não fugirem.
Quilómetros andados o Ti Casimiro deitou a mão ao rádio.
- Vai uma gaitada Ti Celina? –perguntou ele lá da frente..
- Ainda se vè o monte – respondeu a Ti Celina.
Aniceto Carvalho

O que anda por aí

O QUE ANDA POR AÍ:

Clic e veja: - Burros de Carga 

O antigo adolescente de doze anos, provinciano, burro e analfabeto, acabou por fazer uma pequena empresa com o que aprendera a trabalhar lado a lado com o patrão; o filho seguiu-lhe as pisadas, ajudou o pai a crescer, ele próprio criou um pequeno império... Estamos nos meados do Século XX. O neto foi estudar…

Foi estudar e ficou doutor... Juntamente com outros doutores da mesma época que nunca tinham mexido uma palha pelo país, nem por eles próprios, fez a indústria portuguesa recuar cem anos a seguir ao 25 de Abril de 1974.
O Montijo é um bom exemplo... conheci-os pessoalmente. 
Quem nunca fez, não sabe fazer nem ensinar... E um país sem gente que não sabe fazer nada não vai muito loge a viver de servilismo de bandeja---   
Aniceto Carvalho

Clic e veja: - Fio de Prumo

Um blogue de Helena Sacadura Cabral

Aniceto Carvalho

A Pergunta

A PERGUNTA
Trabalhei desde sempre, ainda antes de entrar na escola, depois dos 12 anos a mais de duzentos quilómetros das saias da minha mãe. Estudei, constituí família, palmilhei dez anos na Guerra do Ultramar. Deram-me cabo da vida aos trinta e nove anos. Levantei-me, criei centenas de postos de trabalho... quando o dinheiro custava caro, além das minhas obrigações de cidadão comum, paguei mais de mil contos por mês de impostos e contribuições…

Clic e confirme: - Sem nada a esconder

E você?... Além de protestar, dizer mal e polir esquinas o que é que tem feito pelo seu país?
Aniceto Carvalho

É preciso saber

O QUE É PRECISO SABER...

Que um dos erros há centenas de anos nas nossas sociedades tem sido considerar que trabalhar e estudar são a mesma coisa. Porque não são. Nem lá perto.  

Que as pessoas estudam porque querem, trabalham porque precisam.

Que os recursos que um país gasta em escolas são pagos pelos que trabalham para benefício de todos, não para estudantes fazerem praxes e adejarem a crista.

O estudante devia de saber que estudar é um benefício, não um direito . 

Aniceto Carvalho

Quando nada acontece

QUANDO NADA ACONTECE
Estive a ver esta noite a “Sociedade Civil”.

Um programa de magazine que eu gosto de ver. O desta noite uma variante de entrevista mesa redonda dedicado à credibilidade e futuro da Comunicação Social. Interessante.
Eu pertenci a uma actividade durante trinta anos onde roubar ou deixar cair um objecto num depósito de gasolina de um avião, (não imediatamente comunicado), significava expulsão sem qualquer atenuante, deixar uns calções de banho pendurados na torneira do chuveiro ou uma mancha na parede custava uma admoestação mais ou menos severa, onde o artolas e a falta de confiança dos chefes conduzia à prateleira e aos serviços auxiliares.
Embora a boa formação militar e cívica, era raro, mas acontecia.

Hoje, a comunicação social e a política estão no salve-se quem puder.
Hoje, os jornalistas não têm o menor sentido de ética profissional, os políticos fazem falcatruas atrás de falcatruas, marcam presença pelos amigos a passear na boa vai ela, descaradamente arranjam as unhas em serviço na Assembleia da República... com um povo inteiro a perder toda a confiança nas bandeiras do País, tudo continua como dantes, nada acontece.
Aniceto Carvalho

O homem, o civilizado

O HOMEM, O CIVILIZADO

O animal selvagem mata a presa e o inimigo para sobreviver... o homem, essa superior criatura, que se diz inteligente e filho de Deus, que andou anos na universidade e é doutor, mata o seu semelhante aos milhares, mulheres e crianças, sem qualquer justificação.
Aniceto Carvalho

O paroquiano Pompílio

O paroquiano Pompílio
Acabado de chegar à terra, como qualquer pároco nas mesmas condições o jovem padre atacou em força na conquista de fieis para a paróquia. O período da Páscoa era a melhor.

Tarefa difícil no entanto, considerou o padre, estava a ser levar o Pompílio à missa. O Pompílio nunca tinha ido à missa nem entrado na igreja. Mas isso tinha sido com os padres anteriores.
Dito e feito: Depois de três semanas de catequese por tudo o que era vereda e quelha em volta da aldeia cada vez que o pároco encontrava o paroquiano, no Domingo de Páscia lá estava o Pompílio de olhos misericordiosos em alvo postos nos santinhos e todas as palavras do padre na cabeça... No alto, o padre, imponente, lá em cima no púlpito:
- Meus queridos irmãos… Nosso Senhor Jesus Cristo foi  apedrejado, foi crucificado, foi morto…

O Pompílio não podia conter tanta emoção por tanto sofrimento:
– Coitadinho!... coitadinho!... coitadinho!…coitadinho! - repetia o recém convertido paroquiano Pompílio de lágrima no canto do olho, a milímetros do choro convulsivo. 
No ano seguinte: A mesma boa vai ela do Pompílio, o mesmo fadário do ano anterior do padre.

Mas no Domingo de Páscoa, lá estava o devoto Pompílio de mãos postas em oração entre os fieis... lá no alto o senhor prior, imponente nas suas vestes sagradas.
- Meus queridos irmãos… Nosso Senhor Jesus Cristo foi insultado, foi apedrejado, foi…
- Olhe senhor padre!... - saltou no banco de dedo em riste o paroquiano Pompílio. - E foi muito bem feito! Se já lhe tinham feito isso o ano passado, que não voltasse lá outra vez.
Aniceto Carvalho

Impostos e mamarrachos

IMPOSTOS E MAMARRACHOS
Se a mulher é hoje independente, etc. e tal, a trabalhar como uma escrava mais doze horas por dia do que a avó há 80 anos, deve-o à traumatizada feminista sabiamente explorada pelo político da época que não perduou o desperdício da mulher em casa sem pagar impostos.
E o político precisa sempre de mais impostos: Para mandar construir monumentos… não porque a aldeia precise de mamarrachos, mas porque precisa ele dos votos para adejar a crista.
O RESTO É CONVERSA FIADA PARA ADORMECER PAROLO.
Aniceto Carvalho

Só para reinar um naquinho

Só para reinar um naquinho... Mas sem comentários

O Japão é dois terços do tamanho da Califórnia, a Califórnia é um dos 50 estados americanos.

Relativamente ao Japão os Estados Unidos são incomensuravelmente mais ricos, com um poder militar de um elefante comparado com o de uma formiga. Mesmo assim, não obstante toda esaa avassaladora superioridade, foram necessários quatro anos e duas mortíferas bombas atómicas para os americanos derrotarem os japoneses. 

Na frente de batalha os homens são todos iguais. A diferença está na capacidade de combate...  e esta, poucas vezes depende da quantidade ou qualidade do equipamento.   

Aniceto Carvalho 

Unforgettable

INESQUECÍVEL de facto, para quem dançou coisas destas nos velhos tempos.

Como o deixou dito o nosso  Luís Vaz de Camões em "Os Lusíadas":

Vale mais experimentá-lo que julgá-lo, mas julgue-o quem não puder experimentá-lo.

Ou então... Quem não viveu, vivesse.  

Aniceto Carvalho

O seu a seu dono

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 O seu a seu dono.

Não é o meu estilo. Nem pouco mais ou menos. Mas com tanta gente a adejar a crista sem ter nada que mostrar, um pouco de vaidade também não me ficará assim tão mal. No fim, ninguém me gaba melhor do que eu: Que eu saiba, em centenas de milhares de mecânicos de avião, serei o único a escrever três livros sobre a actividade.

Clic e veja: -   Aviação Portuguesa

Aniceto Carvalho 

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