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Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

As Frases do "Nobel"

A FRASES DO "NOBEL"

O Eterno Candidato  – Clic e confirme.
Se calhar ainda há por aí quem ache que eu estou a exagerar quando digo que a criatura  é uma fraude do tamanho do mundo que não sabe escrever nem fazer coisa nenhuma.
Já tinha percebido da simpatia que ele desperta nos outros escritores, salvo o erro claramente demonstrada nas iniciativas do José Rodrigues dos Santos, parece-me que de um modo geral com toda a gente, o que o Miguel de Sousa Tavares agora confirma com toda a limpidez.

Confirme também: -   A Flor do Entulho

Num outro contexto, a falar do Fernando Pessoa, deixou dito a criatura há pouco tempo que "quem nunca f(...) não pode ser escritor"... Disso ele deve saber. Porque, pelo mesmo critério, quem escreve assim tão mal deve deixar muito a desejar para uma mulher na cama.
Aniceto Carvalho

Quando o cavalo passa

QUANDO O CAVALO PASSA
Tinha eu os meus vinte três anos, sem ter mexido uma palha nesse sentido, tive um “padrinho” daqueles de pôr um indivíduo nos píncaros da Lua pela porta grande.
Dizia ele: “Eu ponho-o lá dentro no melhor lugar, deixo-lhe as melhores portas escancaradas prontas para o receber... se ele tiver unhas, fica com o mundo á espera.

E pôs mesmo. E o resto, que eu percebi claramente logo na prova de candidatura, era também rigorosamente verdade. Só faltava a passadeira vermelha. Nunca conheci o homem. Graças a Deus. Pelo menos não passei pela vergonha de uma valente chazada.
Desisti de mudar de vida nessa altura, mal ou bem, não me arrependi.
Mas, como dizia o meu chefe Joaquim Prazeres, nos Serviços de Aviação do Gabinete do Plano do Zambeze, em Tete, em 1971, a analogia permanece intacta:
“Na vida de um homem há sempre um cavalo branco que passa… difícil é apanhá-lo e saltar-lhe para cima, permanecer lá sentado depois, apenas e para poucos”.
Aniceto Carvalho

Os Achadiços

OS ACHADIÇOS

Quando um pobre de Cristo passa uma vida inteira de braço no ar em greves e manifestações, em comícios, a deitar palpites pelo partido na televisão, e nem a chave de um caixote velho lhe confiam, não teria sido melhor ter-se dedicado a trabalhar e a ser competente?
Caramba!!! Eu fui uma única vez a uma reunião política. Levantei-me, disse duas coisas sem jeito nenhum, contra minha vontade fui logo eleito delegado da estrurura local.

Estive lá cerca de um mês, acho eu. E até era bom... Delegado da manutenção da DETA na Beira e em todo o Norte de Moçambique, Quelimane, Nampula, Tete e Porto Amélia, competía-me ver das necessidades do pesoal e resolvê-las em Lourenço Marques. Hotel do melhor, à barão, tudo pago e ajudas de custo. Pelo menos uma vez por semana. Quem é que não agarrava uma coisas destas com unhas e dentes? Nanja eu... como se dizia na minha terra.

A minha mulher começou a dizer que comprendia as minhas constantes ausências quando eu andava na guerra... mas que agora lhe cheirava a boa vai ela.

Não era boa vai ela... mas aquilo também não me agradava por aí além. 

Um dia, na DETA, em Lourenço Marque, tratava-se de discutir e alterar os estatos da empresa. Duas horas na escolha  de uma palavra:  Cheguei à Beira,  pedi a demissão.

De nada valeram os protestos de uma data de gente a dissuadir-me.

TUDO VERDADINHO. ACREDITEM SE QUISEREM.  

Aniceto Carvalho

Aquecimento Global, afins e similares

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AQUECIMENTO GLOBAL, AFINS E SIMILARES

E por causa disto, Aquecimento Global, afins e similares, e interesses astronómicos sabe-se lá de quém, é que na terra dos bons exemplos, na imaculada SUÉCIA, uma criancinha de quinze anos que por certo nunca ouviu falar em Geologia nem faz a mais udimentar ideia do que sejam Ciências da Natureza, está a pôr o "civilizado" país vizinho do Polo Norte num pandemónio de movimentos e manifestações parolos. Louvado seja o Santíssimo das alturas!!!

Aniceto Carvalho

ROGÉRIO, O "PIPI"

Clic e veja: - Rogério, "Pipi"

Para gente do meu tempo. Com todo o gosto aqui relembrado... Também porque era uma agradável recordação da juventude da minha mulher.

Talvez no seguimento do Zezinho ter ido para o Benfica, uma "delegação" de jogadores deste clube esteve presente num baile no Montijo em sua homenagem. Talvez no salão da Filarmica Primeiro de Dezembro, decerto a mais ampla para o efeito. Como nem podia deixar de ser na alrura com a  presença do Rogério "Pipi". Organizado um jogo de futebol entre pares, onde o Rogério "Pipi" era a vedeta, foi uma noite de sucesso e brilhantismo.

E DIGAM LÁ QUE RAPAZIADA DO MEU TEMPO, NOS ANOS 50, NÃO SE SABIA DIVERTIR.

Aniceto Carvalho.

Luís Vaz de Camões

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Clic, veja quem foi 

Luís Vaz de Camões

Terem retirado o Luís Vaz de Camóes do ensino da Língua Portuguesa foi um dos maiores crimes de lesa pátria praticados em Portugal. Para se ter uma ideia da dimensão da obra: Bastam dois escassos meses de estudo aturado e intensivo de "Os Lusíadas" para pôr qualquer pessoa menos letrada ao nível de poder acompanhar e participar numa conversa de cultura geral com qualquer antigo aluno do Curso Geral dos Liceus.  

Aquilino Ribeiro

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Clic para ver: - Aquilino Ribeiro

Não apreciei a escrita do Aquilino Ribeiro por aí além. Talvez demasiado complicada  para o meu gosto e tarimba. Portuguès ao mais elevado nível. Do melhor mas difícil de ler.

Ainda assim, li pelo menos quatro ou cinco dos melhores livros do Aquilo Ribeiro: "A Casa Grande de Romiragães", "Quando os Lobos Uivam", "Abóboras no Telhado", "O Malhadinhas", já não me lembro se mais algum. Licenciado em Coimbra, de alto gabarito, condiscípulo do Salazar, gostava tanto do homem de Santa Comba como tinha gostado da Monarquia.

Acho que era mais ou menos  anarquista, não tinha papas na língua.

Pelo menos num dos seus livros, "Abóboras no Telhado", da Biblioteca de Messe de Sargentos da Base Aérea 6 não fazia cerimónia quando falava do Salazar. 

Um dia em Luanda, em 1964, antes de saber isto tudo, recomendaram-me: Quando puder leia "O Malhadinhas"... é uma obra prima. "O Malhadinhas" é, de facto,  uma obra de arte. 

NOTEM: Li "Abóboras no Telhados" da "Biblioteca do Clube de Sargentos da Base Aérea 6".

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O Aquilino Ribeiro escrevia um Portugal que ainda hoje vale a pena ler.

O Malhadinhas era um almocreve da Beira Litoral Norte, região de Aveiro, que percorria toda a Beira Alta até ao Marão na sua actividade comercial, de noite e dia, através de serras, no meio de tudo o inimaginável.  Encontros e desencontros do interior beirão.

Aniceto Carvalho

Ferreira de Castro

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Clic e veja: 

José Maria Ferreira de Castro

Um dos maiores escritores portugueses do Século XX, talvez de sempre.

Não sabia? É natural. Com a esplosão de cultura que brutou no 25 de Abril, alguém tinha de dar lugar às pujantes sumidades da nova era.

Ferreira de Castro o escritor que escrevia do que sabia e tinha vivido, Vale a pena ler.    

Aniceto Carvalho

De palpites está o mundo cheio

DE PALPITES ESTÁ O MUNDO CHEIO
Eu sabia aos dezassete anos que dos processos existentes para ter um futuro equilibrado, a vida artística nem me passava pela cabeça. Julgo que o sabia por pura intuição. Não me enganei... Só me admira que gente tão esclarecida em palpites sobre tudo e mais alguma coisa, sobre o que sabe e não sabe, ande agora de mão estendida à caridade, a culpar toda a gente, e não tenha tido algum bom senso para acautelar os seus anos de fim de carreira
Aniceto Carvalho

Militares de antigamente

Que fique bem claro: 

o usamos Fack News... nem sabemos o que isso é. 

Só para dizer...

No meu tempo um militar podia ser punido por se magoar sem justificação;

hoje é a hirarquia que põe um instruendo no hospital à cacetada.

Aniceto Carvalho 

Hoje há palhaços

HOJE HÁ PALHAÇOS

Uma das últimas provas da desconhecida pujança intelectual lusitana que animou nos últimos dias o rectângulo peninsular foi o desbastador abaixo-assinado de 150 obscuras eminências cá da terra a apelar à unidade anti-fascista de 147 milhões de eleitores brasileiros.

Uns vão ao circo ver os palhaços... outros chega-lhes ficar em casa.

 

Enquanto isso "há" por aí um aeroporto, o qual se previa no princípio dos anos 70 do Século XX estar pronto a funcionar em 1978 a meia dúzia de quilómetros de Lisboa.

(Nada demais: A Ponte Salazer demorou três anos a construir no início dos anos 60, e a Barragem de Caborra Bassa, em Moçambique, mais ou menos o mesmo tempo).

Quase 50 anos depois de infindáveis estudos que nunca se sabe se ou quando vão acabar, está prestes a sair um aborto impraticável no mundo há  décadas, só possí­vel na cabeça de gente sem a mais elementar qualidade ou preparação para governar um paí­s.

Estive a ver ontem a localização de uma série de aeroportos: Madrid, Barcelona, Paris, Londres, Berlim, Marselha... nem um em que os aviões a aterrar tenham de sobrevoar uma casa.

Não é por se lhes mudar o nome, que as coisas funcionam melhor.

 Aniceto Carvalho

Tiram-se pela pinta

TIRAM-SE PELA PINTA
Filho de magistrado, gente importante, ckaríssimo está, lá foi gatinhando sabe Deus como até à universidade. Medíocre em letras, o bastante para direito com um pai juiz. Nem assim. 

(A secção de ciências dava muito trabalho). Está com pouco mais de vinte anos, já casado, abandona o curso de direito, vai estudar cinema para a Suborne???
Acreditam nisto? Nos primeiros anos da Guerra do Ultramar?
Nem direito nem cinema… não faz nada.
Que fascismo era este? Como é que uma criatura que nunca fez nada nos trinta e cinco anos que viveu no Estado Novo, que os viveu sempre na sombra de padrinhos, tem o desplante de culpar alguém que  lhe deu tudo para ele viver na boa vai ela sem mexer uma palha?
E sem que se saiba a fazer o quê, assim tem vivido… supostamente encostado ao pai e aos compadres do pai, sempre a mamar na teta, na do Estado Novo até 1974, na da “democracia” depois disso, até hoje. Diz ele ainda: “Que os autores tinham de se esmerar na criatividade para ultrapassar a censura”. Foi o caso dele: Chegou ao 25 de Abril a transbordar de “democracia” mas esgotato de não saber fazer rigorosamente coisa nenhuma.
Quem é o merdoso? Não interessa… ainda andam bastantes por aí.
Aniceto Carvalho

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