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Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

MEMÓRIA É VIDA VIVIDA

MEMÓRIA É VIDA VIVIDA…
PARA A FRENTE NÃO SE SABE.
A não ser que não se tivesse um pingo de amor próprio, “livre do serviço militar” não era cartão de visita que se gostasse de mostrar a alguém.
Daí a festança rija e os excessos quando se ficava apurado.
Era a maioridade… Mas também, porque, o que menos interessa à juventude é a saúde, frequentemente era o primeiro contacto com o médico, a primeira vez que se sabia do estado de saúde e da condição física.
Ficar apurado para todo o serviço militar significava deixar a terra, muitas vezes pela primeira vez, conhecer outras gentes, outros horizontes
Há séculos que milhares de portugueses como estes tinham defendido os seus castros da cobiça alheia, acompanhado o Aníbal ao coração do Império Romano e o Viriato para lá das margens do Guadalquivir.
Com dissabores e riscos, é sabido. Destes até com a perda da própria vida… mas, sem isso, o que é a vida mais do que um papel em branco?
Há muito que se sabia tudo isto: Que ficar apurado para o serviço militar era muito mais do que deixar para trás a primeira namoradinha, o emprego sem motivação nem  futuro, sair de debaixo das saias da mãe que, para o bem e para o mal, o mundo era um  escancarado horizonte sem fim,… há centenas de anos que “a tropa abria os olhos”, que eram dois anos de aprendizagem, de oportunidades à espera, quando não, como também se sabia, até aos mais altos voos.
“MENINOS” na Guerra do Ultramar é conversa para adormecer patego.
Se lá esteve algum, eu acredito que sim, para ele e para todos, era melhor que nunca lá tivesse posto os pés. A tropa não era para gente dessa.
Nem era preciso. A percentagem de militares do contingente geral “obrigados” na Guerra do Ultramar foi diminuta. Eu acredito que, se não tivesse sido mobilizada a maioria dos que o foram hoje nem sequer gostaria de se ver ao espelho.
De resto, sabe-se: Na Força Aérea Portuguesa, nos Páras, na Armada Portuguesa, nos Fuzileiros, nos Comandos, etc., onde nunca houve militares de cumprimento militar obrigatório, também nunca faltaram voluntários.
Fui militar de carreira, fiz dez anos de Guerra no Ultramar. Tive lá comigo dois irmãos ao mesmo tempo. Nenhum mexeu uma palha para o evitar.

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Aniceto Carvalho