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Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS
Eu fui funcionário público toda a vida. Ou melhor: Aos 83 anos continuo funcionário público. Sempre trabalhei quando era preciso, nunca fiz greve nem recebi um tostão de horas extras. Nem nunca me cansei muito.
Sempre que as coisas não me agradaram, saí de bem com todos, fui à procura de melhor. Eu não tinha que revindicar fosse o que fosse: Sabia bem ao que ia quando entrava a primeira vez numa nova empresa. Ninguém me tinha obrigado a nada… se alguma responsabilidade houvesse, ela era toda minha.
Aniceto Carvalho 

PEITAÇA OU TOMATES

PEITAÇA OU TOMATES... Eis as diferenças:

PEITAÇA – É chegar a casa tarde após uma farra com amigos, ser recebido pela mulher com uma vassoura na mão e ter peitaça para perguntar:

- Ainda estás a limpar a casa ou andas a treinar para voar?

TOMATES - É chegar a casa altas horas de uma farra com amigos a cheirar a perfume e cerveja, e ter tomates para dar uma palmada no rabo da mulher e dizer:

- E tu és a próxima a marchar, gorducha.

Aviso: Não tentar fazer isto em casa sem formação profissional.

Aniceto Carvalho

UM SERÃO NA CORTE

UM SERÃO NA CORTE
Parece que a Dona Maria Pia de Saboia, a consorte de D. Luís I, embora uma mulher bastante insinuante e culta, era também muito distraída.
Num dos concorridos serões da corte, perguntou ao Serpa Pinto:
- É verdade que há assim tantos pretos em África?
O eminente explorador africano respondeu:
- É verdade sim, majestade… Pretos e brancos…
- Às riscas?... Não me diga… - retrucou a raínha consorte.
Aniceto Carvalho

O ANCINHO E A GADANHA

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O ANCINHO E A GADANHA

(Beira Litoral interior, a dois passos da Beira Alta).

Na minha terra, o ancinho mais usado tinha o pente de madeira com pregos de cerca de 20 centímetros. A Gadanha era a aqui representada.

Na minha aldeia havia sempre alguém a passar uns dias na terra que estava há anos a viver em Lisboa. Como qualquer provinciciano que tinha pegado de estaca no Poço do Bispo ou em Alcântara, alguns deles voltavam à terra armados em alfacinhas parolos, por vezes "sem se lembrarem" de que tinham ali nascido.

Um destes “lisboetas” encontrou um ancinho ao lado de um corrimão.
Há três anos fora da terra "não se lembrava" como aquilo se chamava nem para o que servia… Perguntou à rapaziada dos velhos tempos.
A ver mal, com a crista a adejar à frente dos olhos, pôs o sapato precisamente onde não devia... O cabo do ancinho empinou como uma mola, veio de lá, deixou-o a andar de roda com um galo na testa do tamanho de um ovo.

- É UM ANCINHO!!! - gritou ele, lembrando-se de repente.

Aniceto Carvalho

O VALOR A QUEM O MERECE

O VALOR A QUEM O MERECE

E se alguém neste país o merece, são eles:

OS EMIGRANTES PORTUGUESES. 

Do que tem ficado por cá, a passarinhar do futebol para a frente da televisão é o que se tem visto ao longo dos tempos. 

Aniceto Carvalho

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