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Réstias do Tempo BEYOND

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

Réstias do Tempo BEYOND

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

SARMENTO BEIRES

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SARMENTO BEIRES

Primeira Travessia Aérea Nocturna do Atlântico Sul

Como em muitos outros casos a "Primeira Travessia Aérea Nocturna do Atlântico Sul" é um dos quais a grande maioria dos portugueses nunca ouviu falar...

Como o dizia o Padre António Veira:

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Toda a gente sabe como o americano, retrata no cinema o seu antigo inimigo.
Miseravelmente, vergonhoso. Nenhum governo do mundo deveria permitir no seu país comportamentos destes para com o anterior antagonista.
Parece-me. Não sei se é preferível assim para que um povo honre os que lutaram pelo seu país, do que como por cá, que com todas as reconhecidas razões históricas para andar de cabeça bem levantada, temos gente a pedir desculpa a quem devia lamber o chão onde os portugueses põem os pés.
Aniceto Carvalho

TALVEZ SEJA SAUDOSISMO

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TALVEZ SEJA SAUDOSISMO

Ou talvez não. A verdade é que os Hermano Saraiva - história, os Raul Machado - português, os Manuel Baptista - física, os António Pedro - teatro, os António Lopes Ribeiro - cinema, etc., foram-se embora e até hoje ninguém os susbstituiu. LEMBRAM-SE?

António Lopes Ribeiro, um dos mestres do cinema Português:

Foi dele a melhor resposta que eu ouvi dar a um jornalista que numa das suas últimas entrevistas na televisão lhe perguntava sobre a censura ao cinema no tempo do Estado Novo:

Uma sonora e homérica gargalhada de escárneo à incompetência abrilista e subsidiada que veio depois.  

Aniceto Carvalho

MÍSCAROS EM MONSANTO

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MÍSCAROS EM MONSANTO

Quando uma criatura diz que "os namorados dos anos 50 nem sequer podiam andar de mão dada na rua", só há uma explicação óbvia para a bacorada: Por essa altura o pobre de Cristo devia andar a apanhar míscaros na Mata de Monsanto.

Aniceto Carvalho

AQUECIMENTO GLOBAL

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AQUECIMENTO GLOBAL

O "Aquecimento Global" é mais uma das muitas fraudes inventadas para enrolar o parolo distraído. ESTÁ NOS LIVROS... É SÓ ESTUDAR.

Clic aqui e veja: - As trilobites de Canelas

Mas, quantos destes aplicados "estudantes" saberá a idade do Planeta Terra?

Se fizessem greve para aproveitar o que os contribuintes pagam em impostos para eles andarem a estudar ficava-lhes melhor com a cor da pele.  
Greves de protesto por beneficiários dos bens e serviços que o Estado concede pagos pelos contribuintes simplesmente não deviam ser permitidas.


Tenho 84 anos. Assisti ao desbastador ciclone de 1941, às sistemáticas cheias anuais no Ribatejo quando o Tejo galgava o Dique dos Vinte; lembro-me muito bem da terrível tromba de água sobre Lisboa em 1967, dos maiores tremores de terra do meu tempo, não me passaram ao lado as periódicas cheias no Leste de Moçambique.

Cheguei ao Texas dias depois da desbastação de Galveston por um tornado, Corpus Cristos ia desaparecendo do mapa enquanto lá estive em 1970.

Como há 4,6 mil milhões de anos é o planeta terra na sua evolução natural.
Nada mais. O resto são interesses pouco claros…
E televisão: Que há meia centena de anos estava nos primeiros passos... e hoje luta arduamente por audiências para fugir à falência anunciada.
Aniceto Carvalho

SEM REI NEM ROQUE

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SEM REI NEM ROQUE
É quando o responsável de um programa do suposto mais elevado gabarito da nossa televisão é um dos convidados presentes num dos programas mais reles e rascas de toda a televisão.
Aniceto Carvalho

ALFINETADAS

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ALFINETADAS
Dizia a minha mulher que eu tinha sempre grandes ideias, que as contava a toda a gente, mas que depois deixava tudo pelo caminho.
Era verdade – respondia eu. Mas acrescentava:
- Olha, calha bem… dos outros nem sei se têm ideias.

Sempre de destacar de uma manifestação, é a rapidez com que o manifestante foge quando as coisas são mesmo a sério e começam a cheirar a esturro.
Aniceto Carvalho

A LOTARIA DA ESPÉCIE

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A LOTARIA DA ESPÉCIE
Dos três amores das minhas primeiras letras, dos sete anos a meados da adolescência, as mulheres inglesas, os aviões e as pradarias texanas, embora as oscilações dos setenta anos passados, nenhuma se perdeu no tempo.
Os dois primeiros eram do tempo da propaganda da Segunda Guerra que aparecia lá por casa… o terceiro, em Queluz, vinha de ilustrações de revistas portuguesas da época, onde até o cheiro da tinta era americano.
Passaram-se muitos anos, ficou a memória mas, como as colinas de Negage, também as paisagens americanas se desvaneceram no tempo.
Perduram os aviões. Compreende-se. Uma profissão de trinta anos de que se gosta e bem aproveitada, nunca mais se atira para trás costas.
As raparigas inglesas, são o meu mistério aos 84 anos: Não sou do tipo, nem tenho a presunção de ser experiente. Nem sei nada disso. Falo apenas pelo que me tem feito reparar: A personalidade, a simplicidade, a maneira de estar.
Perante o que se vê do dia a dia britânico, hoje a mulher inglesa é a mesma que eu recordo das antigas revistas de propaganda aliada... aquela com quem lidei um pouco  em Inglaterra em 1970, na qual fui reparando ao longo dos anos.
Deve ser um caso de classe e cultura naturais, não de tinta: Por certo as britânicas não precisam de se americanizar nem afrancesar para mostrar aquilo que são.
Ou talvez ainda...  como por cá: A velha e eterna pecha portuguesa da “civilização que nos fica curta nas mangas” - como dizia o Eça de Queiroz.
Aniceto Carvalho

AS CAUCASIANAS

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AS CAUCASIANAS
Enquanto as caucasianas se esmeram há duzentos anos a afastar os homens que lhes calharam na lotaria da espécie, deviam ter presente que há milhões de outras mulheres no mundo à espera da oportunidade de deixarem tudo por eles.

As portuguesas, em particular, em vez de modernices parolas, deviam olhar mais para a herança que as avós lhes deixaram.

Aniceto Carvalho

ANOS 50 DO SÉCULO XX

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ANOS 50 DO SÉCULO XX

A minha Vespa GS, aos 22 anos, em 1957.

A condizer comigo e com a época. 

Quando chegarem ao Céu perguntem à minha mulher como era. 

E não esqueçam... Chegam três coisas para ser feliz: Ter duas boas mãos para mostrar o que se sabe fazer em qualquer parte do mundo, ser trabalhador quanto baste,  e ser um bom empregado. Tudo o resto é acessório.  

Aniceto Carvalho 

OS EMPLASTROS

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OS EMPLASTROS
Todo aquele que insiste em denegrir a licença de isqueiro do tempo do Salazar merece tanta credibilidade como um burro a falar de filosofia.
Porque: Ou é analfabeto, é burro ou lambe-cus.
Se é analfabeto ou burro, não faz qualquer ideia do que está a falar… É um pobre de Cristo, é uma tramela numa figueira. Se é para ficar bem na fotografia, é um lambe-cus sem coluna vertebral, que vive a rastejar por uma festa na cabeça.

 

Quando uma criatura insiste que “os namorados dos anos 50 nem sequer podiam andar de mão dada na rua”, das duas uma: Ou é um lambe-cus de alguém que lhe atira uma côdea para papaguear patetices, ou então, o mais certo, deve ter passado os meados do Século XX a apanhar míscaros na Mata de Monsanto.

 

NOTA: Não sou obrigado a respeitar ninguém que queira fazer de mim parvo.

Aniceto Carvalho

A EXTINÇÃO DO NEANDERTAL

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A EXTINÇÃO DO NEANDERTAL
Clic aqui e veja:

A Extinção do Neandertal

Diz por aí uma teoria bastante aceite que a ainda inexplicada extinção do Homem de Neandertal se deveu ao seu definhamento por insustentáveis condições no seu habitat do Atlântico aos Urais, do que resultou a sua mestiçagem pelo fluxo da entrada do Homo Sapiens no Continente Europeu.
Engraçado… Nos tempos que correm, dá que pensar, não dá?

O SIGNIFICASO DA ALIANÇA
O casamento é um acto natural no ser humano. (E não só). Tão natural que muitos séculos depois continua tão óbvio como antes.
Apenas as modernices têm alterado os seus princípios.
Digam o que disserem, não me seduz o futuro de um país quando metade da sua população de meia idade não usa aliança de casamento.
Por princípio, na nossa velhinha cultura, quando um homem ou uma mulher de trinta ou quarenta anos não usa aliança de casamento no dedo, está separado, divorciado, desquitado, é solteirão, ou qualquer coisa assim.
Tal como o acto, o uso da aliança de casamento perde-se nos tempos… em qualquer dos casos muito anterior à nossa Cultura Ocidental).
Por princípio, na nossa velhinha cultura de 20 Séculos, quando um homem ou mulher de trinta ou quarenta anos não tem uma aliança de casamento no dedo, é porque à conduta que o devia nortear, prefere uma vida a olhar para o umbigo sem se importar com o rasto que deixa pelo caminho.
Acredite-se ou não, isto pode levar ao fim da espécie humana.
Ou então, pôr a mão na consciência, olhar para trás, e deixar de correr atrás de “novos e desconhecidos valores” e modernices duvidosas.
Uma coisa parece ser garantida: Quando uma população começa a decrescer que ninguém espere que ela se recomponha nas gerações seguintes.


A LOTARIA DA ESPÉCIE
Enquanto as caucasianas se esmeram há 200 anos a destruir os homens que lhes calharam na lotaria da espécie deviam lembrar-se que há milhões de outras mulheres à espera da oportunidade de deixar tudo por eles.
Aniceto Carvalho

RESTOS DO INFERNO

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RESTOS DO INFERNO

Diz o Mia Couto que a cidade da Beira lhe lembra velhas histórias.

Não admira:  Ele é de lá. 

Também a mim: Foi precisamente na placa do Aeroporto da Beira que, por uma unha negra e sem qualquer motivo, dois elementos da FRELIMO não me mataram a rajadas de metralhadora e a sangue frio no Domingo de Páscoa de 1976.
Mesmo na frente deles, na mira, a três metros, à espera de ser fuzilado.
Repito: Sem qualquer motivo... a sangue frio.

Aniceto Carvalho

DEMOCRACIAS E INDEPENDÊNCIAS

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DEMOCRACIAS E INDEPENDÊNCIAS
Saberá você, por ventura, o que é o “COMMONWELTH”?
CLIC AQUI, E VEJA:

https://pt.wikipedia.org/wiki/Commonwealth

Sabia que o rei de Inglaterra, actualmente a Rainha Isabel II, é a soberana do Canadá, da Austrália, da Nova Zelândia, e de mais 50 países do COMMONWELTH?

Sabia que o supremo poder executivo nestes países é exercido por um representante da rainha que pode, inclusive, não aceitar o Primeiro Ministro eleito pelo país?
CLIC AQUI, E VEJA:  O Governador Geral

Se não sabia não se admire… Há muito quem não saiba.
Aniceto Carvalho

UM PAÍS DO SÉCULO XXI

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UM PAÍS DO SÉCULO XXI
Noventa e dois mil jovens, até aos trinta anos de idade, nas juventudes partidárias... mais umas centenas de milhar nas claques, etc. e tal. De carro à porta, a viver de subsídios, em casa dos pais ou, quando não, ainda pior.
(Sim, porque quem trabalha não tem pachorra para coisas destas).
Como nós, nos nossos tempos da metade do Século XX.  Não lhes parece?
APENAS UM PAÍS DO SÉCULO XXI.
Aniceto Carvalho

PRINCÍPIOS E EDUCAÇÃO

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PRINCÍPIOS E EDUCAÇÃO

Quando a classe dirigente de um país precisa de apertar as normas para que os seus próprios pares se comportem com a honestidade de um bom cidadão, por onde andará a educação e os princípios como espelho de uma nação?

E os partidos políticos? E as eleições? Para que servem os partidos políticos? Servem para escrutinar os melhores dos melhores para dirigir o povo que lhe põe a comida na mesa e lhes paga a escolaridade dos filhos, ou é para “governar” com percentagens, por quotas, com familiares ou correligionários?
Aniceto Carvalho

UMA VELHINHA HISTÓRIA

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UMA VELHINHA HISTÓRIA

De memória e a mais de seis décadas  de lonjura no tempo… De conteúdo e espírito no entanto, tão autêntica como se tivesse sido ontem 

Em 1954 ou 1955.
Inclino-me mais para o Verão da segunda metade de 1954. Tenho a vaga ideia de que éramos ainda “maçaricos” na unidade do Montijo… mas, por outro lado, apesar de ter sido eu um dos últimos a comprar a farda “modelo J. Matos”, na altura já a tinha levado num toca-e-anda à minha terra depois de lá ter ido fazer uns rapanços de Helldiver com o primeiro-tenente Rodrigues no dia 7 de Julho.
Portanto, talvez Agosto, talvez Setembro de 1954.

Não oficial, contudo com carácter sério um tanto aligeirado, constava apensa à ordem de serviço daquela Sexta-Feira: "Um barco das carreiras do rio Tejo atracará no Domingo no Centro de Aviação Sacadura Cabral onde desembarcará uma excursão de Lisboa para visitar a nossa unidade".
(Centro de Aviação Sacadura Cabral, depois Base Aérea Nº. 6).
Atenção ao pormenor do texto: "Recomenda-se aos CABOS ESPECIALISTA para o seu melhor atavio, aprumo e cortesia no relacionamento com os visitantes".
ATENÇÃO AO: “Recomenda-se aos CABOS ESPECIALISTAS”.
A seguir dava-se a entender que a excursão era de gente de um certo nível… e, muito importante, trazia camionetas de miúdas.
Deixe-se dito desde já. Não só por isso, obviamente, mas há uma boa razão para a relevância ao “CABOS ESPECIALISTAS”: Em padrão e modelo, a farda “modelo J. Matos” da Força Aérea Portuguesa da época terá sido sido a mais conseguida farda até hoje usada por qualquer instituição fardada do mundo.

E assim foi: Talvez duas centenas de excursionistas, longe do excucionistas de taleiga e garrafão da Mata de Benfica, a nível de militar na reserva ou reformado, muita gente de meia idade a condizer… miúdas também, de facto, no entanto, para grande desilusão da rapaziada, bem longe das previsões.
Bonitinho. Visitámos as instalações, mostrámos os aviões, tudo o que havia para ver… educação e elegância, saímo-nos muito bem. Agradável, interessante, démos o nosso melhor, não desiludimos, toda a gente ficou satisfeita.
A mim, no entanto, o costume: Calharam-me duas velhinhas. Muita simpatia, etc. e tal, esforcei-me, dei tudo, de netas nem sinal.

Não me importei por aí além. Já o sabia há muito tempo: Sempre que eu queria alguma coisa tinha de me esfarrapar por ela.

Aniceto Carvalho

O CAVALO DE TROIA

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O CAVALO DE TROIA
Tenho estado a ver o filme "TROIA". A segunda ou terceira vez.

Este filme, "TROIA", com o Leonardo Dicaprio, como o anterior "Helena de Troia" de 1956, embora baseado em poemas do Homero, tem por trás um bom bocado de História da Antiguidade Clássica que vale a pena conhecer.   

https://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_de_Troia

Mas quantas pessoas farão ideia de onde fica esta antiga cidade estado, porquê ali localizada, e a razão da sua destruição uma data de vezes?

Aniceto Carvalho

A GUERRA DO INTERPRISE

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A GUERRA DO INTERPRISE
No Canal História a guerra do porta-aviões Interprise.
Toda a gente sabe como o americano, retrata no cinema o seu antigo inimigo.

Miseravelmente, vergonhoso, asqueroso. Nenhum governo do mundo deveria permitir no seu país comportamentos destes para com o anterior antagonista.  

Mas não tenho a certeza. Não sei se é preferível assim para que um povo honre os que lutaram pelo seu país, do que como por cá, que com todas as reconhecidas razões históricas para andar de cabeça bem levantada, temos gente a pedir desculpa a quem devia lamber o chão onde os portugueses põem os pés.
Aniceto Carvalho

O INDUSTRIAL DE COUCHEL

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O INDUSTRIAL DE COUCHEL

Homem do norte, sem que se saiba porquê, criou uma fábrica nos arredores de Lisboa, na Linha de Sintra: 150 postos de postos de trabalho, numa aldeia satélite do Cacém, onde antes não havia nada nem coisa nenhuma.
Vieram novas gentes, mais casas, a mercearia, o lugar de hortaliça, as tabernas, as casas de pasto, a igreja paroquial, os correios, a sociedade recreativa, a filarmónica, o jazz band, o cinema, o teatro… a zona era aprazível, passou a ser conhecida, um refúgio de centenas de veraneantes lisboetas ao fim de semana no Verão.
O homem do norte morreu em finais dos anos cinquenta. Sem herdeiros para lhe continuarem a obra, da antiga fábrica de curtumes resta lá o local.
Hoje, em Rio de Mouro Velho, ninguém saberá quem foi António Pedroso, o industrial de Couchel, Vila Nova de Poiares, nem uma inscrição numa chapa enferrujada num muro… Mas do estudante rambóia, baladeiro ANTIFASCISTA que, com tudo do melhor nem um homem responsável soube ser, toda a gente sabe até a cor das cuecas.
Aniceto Carvalho

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