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Réstias do Tempo BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

Réstias do Tempo BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

O INDUSTRIAL DE COUCHEL

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O INDUSTRIAL DE COUCHEL

Homem do norte, sem que se saiba porquê, criou uma fábrica nos arredores de Lisboa, na Linha de Sintra: 150 postos de postos de trabalho, numa aldeia satélite do Cacém, onde antes não havia nada nem coisa nenhuma.
Vieram novas gentes, mais casas, a mercearia, o lugar de hortaliça, as tabernas, as casas de pasto, a igreja paroquial, os correios, a sociedade recreativa, a filarmónica, o jazz band, o cinema, o teatro… a zona era aprazível, passou a ser conhecida, um refúgio de centenas de veraneantes lisboetas ao fim de semana no Verão.
O homem do norte morreu em finais dos anos cinquenta. Sem herdeiros para lhe continuarem a obra, da antiga fábrica de curtumes resta lá o local.
Hoje, em Rio de Mouro Velho, ninguém saberá quem foi António Pedroso, o industrial de Couchel, Vila Nova de Poiares, nem uma inscrição numa chapa enferrujada num muro… Mas do estudante rambóia, baladeiro ANTIFASCISTA que, com tudo do melhor nem um homem responsável soube ser, toda a gente sabe até a cor das cuecas.
Aniceto Carvalho