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A ÚLTIMA FRAGATA ~ BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

A ÚLTIMA FRAGATA ~ BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

SEXO NA PROVÍNCIA

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Clic aqui: - Virgílio - poeta romano

SEXO NA PROVÍNCIA
Qualquer miúdo aos quatro ou cinco anos sabe hoje, como há séculos, mais ou menos o que eu sabia com a idade dele. Vê tudo o que eu via, ouve tudo o que a mais leve aragem em redor sussurra até ele. A única diferença é que eu estou a escrevê-lo.
Não há segredos, não há quartos para crianças, não há padre em casa de manhã à noite que possa evitar isso. Não há nada a fazer, vem no ADN, tão natural como comer ou beber:

Um miúdo de cinco anos sabe muito mais de sexo do que os pais sonham que ele sabe.

Isto vale no Palácio do Mónaco, no sopé dos Andes ou na minha terra.

Posto isto:
Ao contrário do que muita gente pensa, as pessoas não fugiam da província por medo da enxada ou pelo peso do trabalho na agricultura. Nada disso. As pessoas deixavam a sua terra porque a compensação da agricultura há muitos anos tinha deixado de chegar para o que o agricultor pudesse usufruir do que achava ter direito como qualquer outro cidadão.

Com a colheita compensadora, ninguém sai da sua terra.
O trabalho na agricultura não tem nada a ver com o que se diz sem se saber do que se fala. Uma enxada e uma chave de parafusos são coisas diferentes, nós sabemos… Mas a podar um corrimão de videiras ninguém fica fechado uma semana debaixo do olhar do chefe sem ver o Sol... a semear um rego de batatas ninguém anda atrás de ninguém: Descansa-se encostado ao cabo da enxada, repousa-se, dorme-se a sesta, dá-se mais uma golada no vergas.

E numa tarde inteira sozinho, lá longe em Vale do Forno ou na Boiça, por trás dos muros, das sebes, dos corrimões da videiras,  longe de tudo, pensa-se em muita coisa.

Tudo nas calmas, a seu tempo, nada de correrias.

É a natureza na sua plenitude, tudo cheira a afrodisíaco. 
NOTA: Esto não é nenhuma écloga do Virgílio: Isto anda perto do real, uma das explicações porque as mulheres da província antigamente tinham muitos filhos.
Aniceto Carvalho

SEXO NO SÉCULO XXI

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Sexo no século XXI
Segundo uma entidade americana, a "General Social Survey", 28% dos homens entre os 18 e os 30 anos não fazem sexo há mais de um ano. Isto em 2018, porque em 2008 os números foram apenas de 10%. Com as mulheres 18% em 2018, 10% em 2008.

Clic aqui e consulte: 

https://gssdataexplorer.norc.org/variables/vfilter

Quer dizer: E mais uns anos temos por aí um arraial de velhinhos.
Nas liberdades do Século XXI custa a acreditar… Ou talvez seja isso mesmo.
Quando a fruta é abundante ninguém lhe liga importância nenhuma. Isso e, segundo o estudo, o celibato, o envelhecimento, mais pessoas a viver sozinhas e com os pais, o desemprego e a tecnologia… Isso e um monte de processos de alienação da juventude, que há três ou quatro décadas tem atirado duas gerações para o supérfluo sem objectivos nem rumo.
E por cá? Por cá não sei. Mas não deve andar muito longe.
No que eu tenho muitas dúvidas, muitas, mesmo, é que algum dos jovens do meu tempo, bem antes e depois, estivesse um ano sem molhar o pincel.

Na província, na aldeia mais escondida atrás das serras, ou no centro de Lisboa... Mas sobre estas coisas lá bem na província genuína, um dia destes voltamos a falar.
Aniceto Carvalho