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Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

PEQUENAS COISAS, GRANDES DIFERENÇAS

PEQUENAS COISAS, GRANDES DIFERENÇAS

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA. Talvez o único país no mundo no qual uma grande parte dos presidentes lutaram de armas na mão pela pátria... Nós por cá, tínhamos universitários cábulas que embora uma vida na boa vai ela à conta do Estado, a única coisa que fizeram foi conspirar e fugir para o estrangeiro quando o país precisava deles.

Não confundir com guerrilheiros que chegam ao poder... Presidentes que lutaram com armas na mão pela pátria e guerrilheiros são coisas muito diferentes.  

NOTA-SE BEM: Ainda está para aparecer o primeiro país independente no mundo nascido da luta de guerrilha que não esteja no limite mais baixo de pobreza.

Nada no mundo se constroi com base na violência e na destruição.

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 Aniceto Carvalho

COM OITENTA E QUATRO ANOS

COM OITENTA E QUATRO ANOS
Com uma boa memória e honestidade, as coisas eram assim:
Não minto, já não tenho idade para precisar de ficar bem na fotografia.
Está para aparecer o primeiro que me desminta ou corrija... com factos, não com coversa fiada de politiqueiro abrilista de trazer por casa.

Com os quarenta e cinco anos do 25 de Abril ainda para durar, raro é o dia que não passa na televisão a biografia de um velho abrilista.

Então com 39 anos, a trabalhar no duro e a sério desde os doze, é hoje para mim um manjar dos deuses ouvir essa gentalha: Desgraçadamente ainda não encontrei em nenhum deles uma réstia de que terão valido alguma coisa no tempo do Estado Novo.

O rapaz trabalhava numa fábrica desde os onze anos, aos dezasseis foi recrutado pelo PCP. (Eles dizem que aderiu). Depois de vinte anos de clandestinidade, a viver ninguém sabe de quê nem para quê, durante a qual nunca mais teve acesso a uma palavra que não fosse da cartilha estalinista, em 1974, cheio de saber, experiência de vida e consciência polítiba tinha um lugar de deputado reservado no píncaro da política do país.
Foram às centenas, como se sabe.
Esteve há dias na televisão: A velha ladainha, a cartilha, a lavagem ao cérebro, os crimes, as perseguições, as torturas… aos mais de 80 anos, saudável que nem um pero.
Vinha comemorar um feito grandioso: Os cinquenta anos do seu casamento realizado no Forte de Peniche nos tempos tenebrosos do fascismo. (!!!!!!!!!!!!!!!!!)
E adiantou que Portugal estava tão mal que, na Itália, além de não aceitarem o dinheiro português a um seu amigo ainda gozaram com ele.
Por esta altura, já passados os trinta, eu tinha uma vida de trabalho desde os doze, nunca tinha vivido escondido de ninguém, tinha uma boa dose de experiência de vida, até uma comissão na Guerra do Ultramar.
Sempre tinha pensado pela minha cabeça… Há largos anos que eu lidava com muita gente, portugueses e estrangeiros, embora por pouco tempo, até já tinha estado fora do país.

De tudo o que eu conheci e conheço, pouco ou nada tem a ver com o que esta gente diz.

Quendo um palermoide, possível futuro governante diz depois do 25 de Abril de 1974 para os jovens de duas décadas antes que “os namorados dos anos 50 nem sequer podiam andar de mão dada na rua”, mais alguma coisa merece crédito vindo desta gente?
Não. Basta uma vida igual à minha para ninguém precisar de mentir.
Quando a moeda portuguesa era uma das mais fortes do mundo, e a peseta valia menos de metade do escudo, 40 centavos, a LIRA nem sequer entrava na discussão.

Por essa altura, quando, o fantástico neorealismo italiano estava no máximo, creio que vi quase todos os filmes. Os italianos falavam da LIRA aos milhones... porque, mesmo aos milhares a moeda italiana nem para encher almofadas servia.   

Por mais que repetida nos anos, dure o que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre uma coisa repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

Não tenho de respeitar ninguém que quer fazer de mim atrasado mental.

Nem me interessa que queiram justificar os sacrifícios que dizem ter sofrido com a minha liberdade... Dispenso. As liberdades deles nunca me fizeram falta nenhuma. 

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Aniceto Carvalho

POR CAUSA DO LINCE

POR CAUSA DO LINCE
Os Estados Unidos são o 13º. país em IDH;
(Índice de Desenvolvimento Humano).
O Canadá é o 12º.;
O México, que faz fronteira com o 2º., é o 74º..
(Sim. leram bem: 74º).
Por causa do aquecimento global ou do lince da Malcata.

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Aniceto Carvalho

TEMPOS ANTIGOS... E MODERNOS

TEMPOS ANTIGOS… E MODERNOS
Uma das coisas que me deixa patareco é quando um jovem atilado na casa dos vinte anos do final da segunda década do Século XXI, me diz, hoje, com  toda a convecção,  que não acha graça nenhuma à juventude da geração dele.
Compreende-se. Basta comparar a apresentação dos artistas concorrentes ao Festival da Eurovisão de apenas há trinta anos com os de hoje.

Corre por aí de vez em quando: As juventudes através dos tempos. E então tende-se a desculpabilizar os excessos das juventudes actuais com o pensamento de alguns autores antigos sobre o tema: Que as juventudes sempre foram contestatárias e inquietas.
Todos se esquecem de acrescentar: Que, como o exemplo do assassinato do Júlio César o demonstra para todo o sempre, essas juventudes irrequietas, contestatárias, etc. e tal, nunva valeram nada através dos tempos.

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Aniceto Carvalho

ÚLTIMAS DO MEU BLOGUE

COM O CÉREBRO NAS MÃOS
Se você nunca utilizou um canivete para fazer um pífaro de cana ou um carrinho de carcódia, se nunca teve de puxar pela cabeça para sacar um grilo da toca ou para tirar um ninho nas alturas,  se nunca teve de guardar na memória uma soma de cinco parcelas ou de coordenar o cérebro com o que as mãos estavam a fazer, muita coisa ficou enferrujada entre as orelhas acima do seu pescoço.

DO “SEXTA ÀS NOVE”
“Dos oitenta e dois funcionários admitidos na Câmara de Elvas, vinte e sete são familiares do presidente ou de altos funcionários da autarquia”.
Embrulha que é democrático.

Quando no poder local, à frente de toda a gente, de quem os elegeu e os pôs no poleiro é o que se vê, que mais se pode esperar de tudo o resto?

Enquanto continuarmos a celebrar roqueiros, baladeiros, afins e similares, nada neste país nos pode livrar da pulhice e da incompetência.

O melhor diploma em qualquer parte do mundo, fale-se ou não a língua local, são duas mãos que saibam trabalhar. E cada vez há menos.

Um jovem que eu mais ou menos conheço cá do sítio não acertou com a primeira miúda, com a segunda também não foi mais feliz. DECIDIU: 

"Vou comprar um carro!" NA MUCHE! – ADIANTEI EU.

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Aniceto Carvalho

COM UM ADN DIFERENTE

COM UM ADN DIFERENTE
Eu acredito: Nós temos um ADN diferente.
Diz quem sabe que nós somos os mesmos que há dez mil anos habitávamos os Concheiros de Muje e o Ocidente da Península Ibérica, que seguíamos o Viriato para lá do Gualdaquibir e o Anibal a atravessar os Alpes, que fizemos o país mais antigo do mundo, que à descoberta desse mesmo mundo "passámos ainda além da Trapobana"… que sustentámos uma guerra durante catorze anos em África a dez mil quilómetros da mãe pátria.
Eu acredito: Nós temos um ADN diferente.
Nós, os portugueses, temos a maior riqueza que um país pode desejar ter: Os melhores trabalhadores, reconhecidamente dos mais hábeis e criativos do mundo.
Proteger as nossas riquezasas começa por aqui: Pague-se ao trabalhador com justiça, incentive-se o seu merecimento. Estabeleça-se uma momeação e um prémio nacional anual para um X deles com seridade e mérito… Não por pertencer ao grupinho.
Pague-se ao bom, deixe-se de remendar. Deixe-se de atirar dinheiro à rua com estudantes rambóias sem rumo, com “artistas” sem pingo de vocação, com subsídios a polidores de esquinas, com gente que não quer fazer nada nem tem jeito para coisa nenhuma.

Faça-se isso. Entretanto, instrua-se o jovem português a ginasticar o cérebro e a iniciativa com um ensino tendencialmente técnico. Em meia dúzia de anos ele será um profissional capaz de ter ideias inovadoras... até de fazer uma empresa de uma oficina no quintal.

Mas depois não o afoguem em burocracia, deixem-no trabalhar.

Matéria prima não falta, parece saber-se... contudo, como dizia o marine americano do tempo da Guerra do Pacífico:  “Importante, acima de tudo, é que o chefe seja competente”.

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Aniceto Carvalho

PORQUE É BONITO E EU GOSTO

PORQUE É BONITO E EU GOSTO
Este ano fui com o meu neto ao almoço de confraternização dos mais resistentes do meu curso de mecânicos de avião de 1952 da até então Aeronáutica Militar, depois Força Aérea Portuguesa. Restam poucos, é a lei da vida, porém, espectacular, como sempre.

Na verdade, eu é que fui com o meu neto. Ele é que me levou.
Num belo Mercedes. Ganho por ele… Tal e qual como o pai e o avô quando tinham a mesma idade que ele tem agora. O meu neto não é doutor… mas, tanto quanto me parece, julgo saber e sei, tem a melhor profissão do mundo: É UM BOM EMPREGADO.

Para mim é do melhor e chega muito bem.
Quando a semente é boa, a terra e o tempo ajudam, a colheita nunca falha.
Chama-se MERITOCRACIA: Dar o valor a quem o merece. Não custa nada.  

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Aniceto Carvalho

O doutor Augusto morreu

O DOUTOR AUGUSTO MORREU

O doutor Augusto era do Pego, uma terra ali ao pé de Abrantes.
(Os habitantes lá da terra diziam que o Doutor Augustim era do Péguim... outros, diziam que o Doutor Augustim era do Peguim, sim senhor,  mas que quem tinha feito a festim era o povim).
O doutor Augusto era médico. Uma terraplanadora que por onde passava levava tudo a eito. No hospital, da auxiliar à medica mais graduada, o doutor Augusto não perdoava a nenhuma.
O doutor Pompílio tinha uma inveja visceral do doutor Augusto.
Um dia o doutor Augusto morreu.
O doutor Pompílio desceu as escadas de quatro em quatro, correu à casa mortuária, cortou o “sucesso" do doutor Augusto, guardou-o no bolso para futura análise, foi para casa.
À noite, como qualquer esposa dona de casa que se prese, a mulher do doutor Pompílio foi vasculhar nos bolsos do marido:
- Olha – disse ela muito surpreendida… – o doutor Augusto morreu...

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Aniceto Carvalho

CUIDADO COM O FUTURO

CUIDADO COM O FUTURO
A ligação abaixo é para um sítio bastante interessante sobre empreendedorismo, uma área de que muita gente fala, mas pouca gente sabe o que é.
http://empreendedorismo.pt/

Empreendedorismo e iniciativa pessoal são a mesma coisa.
Para falar de empreendedorismo é preciso tê-lo sentido na pele.
O empreendedorismo não se aprende em nenhuma faculdade, não se ensina nas escolas, sejam quais forem, não se estuda em livros de teoria.
Sendo uma das maiores riquezas de um país, cultivar o empreendedorismo devia ser uma das prioridades da governação. Não é, sabe-se lá porquê…
O empreendedorismo, no entanto, não cai do Céu, nem brota do chão como os míscaros na encosta das Travessas… O empreendedorismo, ou capacidade de iniciativa, como quiserem, é um talento pessoal, que uns têm mais outros têm menos, como a inteligência que, para germinar e florescer precisa de condições:
Como de um ensino escolar tendencialmente todo técnico.
Porque se não, enquanto as coisas continuarem assim…
Vai ser mais fácil encontrar um miúdo analfabeto de dez anos a fazer um pífaro de cana com um simples canivete, do que um universitário a construir alguma coisa de jeito com a cabeça a transbordar de teorias ocas.
E por causa disto tenho dúvidas com o futuro dos nossos vindouros. 

Clic e veja: - Gente que eu conheci

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Aniceto Carvalho

CAMILO DE MENDONÇA

Camilo de Mendonça

Camilo de Mendonça e o Complexo Industrial do Cachão... e muito mais, segundo nos deixou dito o professor Hermano Saraiva. 

Homens da nossa terra que deixaram obra de facto, cuja passagem pela vida não se limitou a vivê-la à conta dos outros. 

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Aniceto Carvalho

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