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RÉSTIAS DO TEMPO - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

RÉSTIAS DO TEMPO - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

UMA OBRA DE ARTE

UMA VERDADEIRA OBRA DE ARTE
Só não é uma obra de arte porque 99,9% das gentes que deita palpites sobre arte no mundo das luzes, perante esta obra nem se atreveria a abrir o bico.

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Aniceto Carvalho

A MINHA ALEGRE CASINHA

A MINHA ALEGRE CASINHA

"A minha alegre casinha" nunca foi das minhas simpatias musicais. Talvez porque não apreciasse a voz da interprete. O que não quer dizer que a MIlu não fosse uma actriz bastante razoável. MAS A VERDADE É A VERDADE: Esta canção é dela... Dela, da Milú, com letra do Silva Tavares e música do António Melo. É de 1943. Já se cantava na minha terra, ainda eu andava na escola, muito antes de sair de lá. 

Os Xutos e Pontapés apenas a recrriaram. Bem hajam. Mas não é deles como muita gente pensa. O video mostrado é um enxerto do filme "Costa do Castelo". 

(Nós, na Força Aérea Portuguesa, tínhamos-lhe adaptado uma letra à nossa maneira... E também tínhamos uma versão adaptada à famosa "Valência" do Agostim Lara.

(Mas esta era muito minha, tinha-a trazido da vida civil para a FAP)

Querem que eu lhes escreva aqui as nossas versões de caserna destas canções?...

É melhor não, fica para depois.  

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Aniceto Carvalho

E ASSIM NASCEU UM PORTUGAL NOVO

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E ASSIM NASCEU UM PORTUGAL NOVO
Como o General Marshal que, por não se dispensar do seu matinal passeio a cavalo foi apanhado de surpresa na manhã do ataque a Perl Harbor, também a mim nunca me passa ao lado a biografia de um abrilista. Mais uma a noite passada:

Estudante aqui, cábula ali, movimenta-se no meio da ribalta, conspira contra o Estado Novo sem nunca ter feito nada na vida, como qualquer achadiço, aos 41 anos, depois do 25 de Abril, claro está, nasce mais uma nova estrela no firmamento nacional: Um cineasta.
E ASSIM NASCEU UM PORTUGAL NOVO 

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Aniceto Carvalho

O MAL DE MUITOS MALES

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O MAL DE MUITOS MALES
Diziam os nossos avós: Com tanto para fazer, o que é que eu vou fazer com tão pouco tempo?… Dizem os nossos netos: Com tanto tempo, o que é que vou fazer?

Estava aqui em casa muito calmo e tranquilo, ouvi uns tiros abafados na distância. Pensei para comigo: Devem ser as festas do Montijo… Vou já para lá. Depois pensei melhor: E se for alguma guerra?... Vou na mesma… já estou habituado.

ARANHAS, AFINS E SIMILARES
Coisas que se aprendem na província quando se é pequenino: Das 4.500 espécies de aranhas conhecidas, só 200 são venenosas. Só que como eu era pequenino e não sabia a diferença entre umas e as outras, achei que o melhor era matar todas.
Com as cobras era diferente: Sempre tive uma relações próxima com cobras… nunca nenhuma fugiu de mim.. Não tinham tempo.

POLÍTICA E OPINIÃO
Políticas e opiniões
Enquanto o cidadão continuar a ter notícias destas nos jornais, nas televisões, nos rádios, etc., mais distante estará de qualquer coisa parecido com democracia, menos acreditará em quem devia depositar toda a confiança.
Aniceto Carvalho

DEVE SER DO MATERIAL

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DEVE SER DO MATERIAL
Embora limitadas ao radio-amadorismo, a entidades oficiais e às forças de segurança, sem fazer parte dos meus interesses profissionais, como a música, o desporto e muitas outras coisas, as telecomunicações nunca me passaram ao lado.
Não me surpreendeu por aí além quando no princípio dos anos 80 tive de equipar a minha empresa recém constiuída com uma rede de telecomunicações,
Informei-me: Como equipamento de telecomunicações civil, para além da Banda do Cidadão, (CB), inclusive usada pelas bombeiros, não havia mais nada.
Era o que havia. No entanto, com prós e contras, não era tão mau como isso. Em finais da década apareceu o FM de frequências atribuídas: E assim com diversos walkie talkies e um repetidor localizado num ponto alto, podia falar-se entre um ou diversos operadores a vinte quilómetros de distância ou mais. A outra modalidade, que ainda hoje se observa  nas superfícies comerciais, era constituída apenas por diversos walkie talkies sem repetidor com outras características para distâncias mais curtas.
(Embora a deficiência da falta da sigilio, (que os bombeiros superavam ao respeitar o canal 9 só para eles e a banda larga do CB ), e o walkie talk do (CB) não ser muito prático, em diversos aspectos a Banda do Cidadão não era inferior ao posterior FM.
Não gosto de falar do que não sei. Por issso o meu silêncio de há dois anos que tenho andado confundido com o ruído das telecomunições à volta dos incêndios.
Finalmente parece-me estar a ver qualquer coisa no horizonte: Salvo as devidas diferenças nos milhões de euros, o SIRESP não é nada mais nada mais nada menos do que o sistema de telecomunicações que eu tinha na minha empresa.
A minha empresa não tinha capacidade para engenheiros, tinha de ser eu a resolver os problemas… mas quem me vigarizasse com equipamentos não faltou.
O defeito deve ser do material.

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Aniceto Carvalho

SOICHIRO HONDA - A INICIATIVA

PARA JOVEM PORTUGUÊS VER E SABER.

TRABALHO DE EQUIPA
Deve ser por decisões superiores destas que eu adoro esta nova filosofia do “trabalho em equipa” nas escolas cá da Ocidental Praia Lusitana… É que assim vamos continuar a ter multidões de "estudantes" sem rei nem roque, campos de futebol e concertos a deitar acéfalos pelas costuras, programas de captação de artistas a alienar jovens perdidos no mundo, sem o perigo das nossas criancinhas queimarem os neurónios a pensar pela sua cabeça, vir a ter iniciativa ou a transformarem-se nalgum Soichiro Honda. 

E dizia John Steibeck: - Mente humana em perigo

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Aniceto Carvalho

PAUL ANKA

PAUL ANKA

Ainda há pouco sabia esta canção de cor e salteado.
Aprendi-a no tempo da manutenção dos Helldivers, em 1955, nos meus vinte anos, em inglês e tudo, sem saber uma palavra na língua de sua magestade britànica.
Por essa altura fui à terra.
Estava em casa da minha avó com um mar de velhotas e menos velhotas à minha volta, sei lá porquê comecei a trautear o "You are my Destiny".
Foi o fim da macada: Tive de cantar o “You are my destiny” do princípio ao fim.
Depois desta provação, o resto da vida tem sido uma brincadeita.

Aniceto Carvalho

O ASSALTO

O ASSALTO

Talvez do mais nefasto acontecido em Portugal, ocorreu há 45 anos quando este país ficou à mercê de uma data de gente com acesso a jornais, rádios e televisão a poder dizer as maiores cavalidades sem fazer a menor ideia do que estava a falar.

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Aniceto Carvalho

INCÊNDIOS E AVIÕES

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INCÈNDIOS E AVIÕES
Sou da província, Beira Litoral, Região do Pinhal Interior Norte, deixei as saias da minha mãe aos doze anos. Dos dezoito aos vinte e cinco, de 1954 a 1960, percorri de Helldiver e helicóptero este país de Norte a Sul de Este a Oeste em viagens de navegação e treino muitas delas a seguir a Volta a Portugal do Algarve ao Minho.
Tenho uma memória privilegiada, na qual, aos 84 anos, não noto a menor falha.
Não tenho a menor ideia de me ter ficado na retina um palmo de qualquer inêndio florestal que me obrigasse a nunca mais me esquecer.

ACERCA DO PINHAL DO REI

(Com a devida vénia ao autor) 
Foi uma ideia original de D. Afonso III e de seu filho D. Dinis, plantador de naus a haver. Estúpidos e meio boçais, nunca apresentaram um Plano de Ordenamento e Gestão Florestal. Depois deles, o filho da mãe do D. Afonso IV não mandou fazer estudos topográficos e geodésicos. D. Manuel I, desmiolado, esqueceu-se de estudar os resíduos sólidos e os recursos faunísticos, e D. João V, esse palerma, desprezou os avanços da bioclimatologia e da ecofisiologia das árvores.
A maluca da D. Maria I não percebia nada de biologia vegetal e da diversidade das plantas. No fundo, era uma reaccionária.
O resultado de sete séculos de incúria está à vista: ardeu tudo.
Há-de ali nascer um novo pinhal, após rigorosos estudos académicos e científicos. Em vez do bolorento nome de Pinhal de El-Rei, irá decerto chamar-se Complexo Bio-Florestal 25 de Abril, com árvores de várias espécies para garantir a pluralidade, esplanadas e bares, passadiços, zonas culturais — e uma ciclovia asfaltada da Marinha Grande a São Pedro de Moel.
Estou certo de que o grandioso projecto assentará numa "visão pós-moderna da natureza" e no "conhecimento da dinâmica dos sistemas vivos", além da “capacidade de análise e interpretação da paisagem como meio influenciador do homem”.
Bem vistas as coisas, tivemos muita sorte.
(Postado por Aniceto Carvalho)

Aniceto Carvalho

Incêndios de antigamente

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O fantástico Alouette II, penso que ainda hoje a voar quase 70 anos depois

OS INCÊNDIOS DE ANTIGAMENTE

Poucos ou nenhum dos milhares de amigos que me têm seguido no Facebook, no Twitter, etc, desde há cerca de vinte anos, terá, como eu,  percorrido Portugal pelo ar de Norte a Sul, de Leste a Oeste, do Algarve ao Minho, entre o início de 1954 e finais de 1960. Sete anos. De Helldiver e Helicóptero.  

Tenho uma memória priviligiada, como se sabe. Não recordo qualquer incêndio florestal no país que me tenha deixado alguma imagem duradoira. 

Aniceto Carvalho

No mínimo estranho..

O que eu sei é que percorri este país PELO AR duramte sete anos, de 1954 a 1960, de Norte a Sul e de Este a Oeste e me parecer no mínimuo estranho que numa boa memória como a minha não me ter ficado registado na retina um único incêncio florestal.

Eu sou do tempo do ciclone de 1941... um ciclone como não há memória de outro em Portugal.

Lembro-me muito bem. Disso e muito mais: Aquecimentos globais, protecções da natureza, afins e similares, podem metê-las onde quiserem e empurá-las com  uma esfregona.

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Aniceto Carvalho  

POR FALAR EM INCÊNDIOS

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POR FALAR EM INCÈNDIOS

O que faria certa gente que anda por aí, se acaso se encontrasse a braços com uma guerra em três frentes, a milhares de quilómetros umas das outras, uma delas a mais de 10.000 da mãe pátria, em territórios todos somados do tamanho de metade da Europa, durante 14 anos? 

O SALAZAR E O CAETANO CONHECIAM-NOS TODOS 

Se eu, no meu ramo, os conhecia, encostados por aqui e ali, nos serviços auxiliares, no deixa andar da antiguidade, aos trinta anos de profissão sem terem evoluído um milímetro nem saberem a diferença entre uma libra por polegada e uma libra por polegagada quadrada, porque não havia o Salazar e o Marcelo, com os meios, de conhecer meia dúzias de cábulas ressabiados cuja única actividade conhecida era conspirar e polir esquinas?  

Se sou fascista? Talvez. Acho que é preferível ser fascista a incompetente.

Aniceto Carvalho

INCÊNDIOS - O AMIGO FOLGOSA

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Carlos Mar Bettencourt Faria

O AMIGO FOLGOSA

Conheci o AMIGO FOLGOSA nos finais de 1970, penso que logo da primeira vez que estive no Songo. O AMIGO FOLGOSA era funcionário dos Serviços de Fiscalização do Gabinete do Plano do Zambeze para a Barragem de Cabra Bassa. (O AMIGO FOLGOSA, que era solteirão ou estava sozinho em Moçambique, era mesmo um amigalhaço do melhor que conheci).  
"AMIGO FOLGOSA", porque FOLGOSA era esse o nome dele, porque era assim tratado no mundo Herteziano, por serem essas as duas letras do seu indicativo.
O AMIGO FOLGOSA era, portanto, rádio-amador… Embora numa escala bem mais reduzida do que a estação de rasteio do Bettencourt Faria que eu tinha conhecido em Luanda oito anos antes, com uma caixinha do tamanho de uma gaveta de mesa de cabeceira e duas hastes de alumínio cruzadas por cima do rondável, em 1970, do Médio Zambeze, no Planalto do Songo, na zona da futura barragem de Cabora Bassa, na Costa Oriental da Africa, o AMIGO FOLGOSA falava todos os dias via rádio com vários amigos espalhados pelos confins do mundo.
Estamos em 2019, Ano da Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, a 50 anos de distãcia... sobre tele-comunicações em Portugal estamos conversados.

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Aniceto Carvalho

INCÊNDIOS - TELECOMUNICAÇÕES

TELECOMUNICAÇÕES
No princípio dos anos 60 todos os postos administrativos do Norte de Angola a centenas de quilómetros uns dos outros e da capital puderam transmitir os ataque de terrorismo de que estavam a ser alvo… Na costa do Índico, Moçambique, nós falávamos entre acampamentos ao longo de Zambeze, desde a Zâmbia à foz do rio no Chinde.
A centenas e centenas de quilómetros... sem satélites, sem telemóveis.
Hoje com todos esses meios, é o que se sabe sobre comunicações.
Isto sem falar no CB ou no rádio-amadorismo.

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Aniceto Carvalho

ERA ASSIM, RIGOROSAMENTE ASSIM

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Era assim - (PDF) XXX A não esquecer  XXX O Amigo Folgosa XXX Outras Gentes

Rigorosamente Verdade XXX Portugal dos Pequenitos XXX Telecomunicações

SEM COMPUTADORES NEM INTERNET
SEM COMPUTADORES NEM INTERNET. Nos meados do Século XX se você precisava do Bilhete de Identidade com urgência ia ao Arquivo de Identificação de Lisboa, de Coimbra ou do Porto, regressava a casa horas depois com o documento no bolso. Ou mandavam-lho pelo correio… Se a pressa não era muita o Arquivo e Identificação no seu Concelho tratava disso em três dias… e também lho mandavam para casa.
SEM COMPUTADORES NEM INTERNET. Nos meados do Século XX legalizar um automóvel demorava das nove ao meio-dia na Conservatória do Registo Automóvel na rua de São Paulo… a carta de condução era numa tarde na Rua Palmira.
SEM COMPUTDORES NEM INTERNET. Nos meados do Século XX todas as escolas do Mundo Português, da Pínínsula Ibérica à costa Oriental da África, Moçambique, abriam no mesmo dia e na mesma hora, os exames do mesmo curso eram todos à mesma hora e minuto, os resultados eram afixados minutos depois dos exames realizados.
SEM COMPUTADORES NEM INTERNET. Nos meados do Século XX, qualquer jovem de dezoito anos que não tivesse tido possibilidades de estudar na sua devida altura podia comprar os livros dos cursos do liceu, estudar por si sem pôr os pés na escola, fazer os respectivos exames e chegar aos píncaros... E muitos que conhecemos o fizeram. SEM COMPUTADORES NEM INTERNET. Às minhas gerações dos meados do Século XX, bastava ter rumo e querer... não era preciso ser filiado em nada, filho de doutor, nem andar a lamber cus a ninguém nem a polir esquinas para ter todas as oportunidades do mundo e fazer delas o que entendesse. Passei por isso, sei do que falo.
SEM COMPUTADORES NEM INTERNET. Nos meados do Século XX as insígnias da patente eram a única diferença entre ouniforme de um general da Força Aérea e um subalteerno...
SEM COMPUTADORES NEM INTERNET, toda a indústria portuguesa dos anos 50, 60 e 70 do Século XX recuou mais cem anos a seguir ao 25 de Abril de 1974.
SEM COMPUTADORES NEM INTERNET. Nos anos 50, 60 e 70 do Século XX uma renda de casa rondava os 10% de um ordenado da classe média baixa… hoje uma renda de casa leva metade de um salário médio... SEM COMPUTADORES NEM INTERNET, tinha mais aviões nos meados do Século XX só numa unidade de treino da Força Aérea Portuguesa, do que tem hoje toda a arma com três vezes mais efectivos.
SEM COMPUTADORES NEM INTERNET. Com todos os ditos “terrores” nos meados do Século XX se precisávamos de um agente da autoridade tínhamos de o procurar… hoje temos mais policia a "encaixotar" adeptos de um jogo de futebol do que militares na Praça do Coméricio nas comemorações do 10 de Junho.
SEM COMPUTADORES NEM INTERNET. Nos meados do Século XX nós não sabíamos quem eram os ministros... Nem interessava. Importante era saber que a honestidade de quem governava estava ao serviço do país. E isso chegava muito bem.
Pouco me interessa votar desde que quem governa me mereça todo o respeito.

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Aniceto Carvalho

ERA ASSIM - OUTRAS GENTES

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OUTRAS GENTES
Com uma guerra devastadora ao lado da porta na segunda metade dos anos 30 do Século XX, e outra à escala global que deixou o Mundo e a Europa em chamas lodo a seguir, os nossos pais e avós não fugiram de casa para ir viver de mão estendida à custa dos outros... pegaram na enxada e ninguém morreu à fome.

OUTRAS GENTES... EU ESTAVA LÁ. 

O COLONIALISTA
O colonialista foi para África, para a América, para a Ásia, para a Oceania, pegou na enxada e na roçadoira, plantou e semeou, constituiu família, fez uma fazenda, criou postos de trabalho, nasceu a povoação, vieram a missão, a escola e a cidade.
Passaram anos. Farto do homem que o fazia trabalhar, o colonizado correu com o colonialista, veio a independência. Mais uns anos, com um pais onde bastava colher o que estava semeado para encher a barriga a toda a gente, o antigo colonizado anda hoje a correr mundo de mão estendidad a viver à conta dos outros.

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E também: - Era assim, rigorosamente assim

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Aniceto Carvalho

ERA ASSIM... ESTA A VERDADE

ERA ASSIM... ESTA A VERDADE.
Que nas últimas quatro décadas andámos cem anos para trás?
SE NÃO É VERDADE... Onde estão o início das aulas no mesmo dia e hora em qualquer ponto do país, os resultados dos exames da primária afixados minutos depois de realizados, e os exames do primeiro ao terceiro ciclo do secundário feitos à mesma hora em todo o Portugal de então, do tamanho de metade da Europa, a dez mil quilómetros de distância uns dos outros?
SE NÃO É VERDADE... Onde está agora a legalização do automóvel das 09:00 da manhã às 11:30, na parte da manhã, na Rua de São Paulo, e a revalidação da carta de condução na parte da tarde, na rua Palmira?
SE NÃO É VERDADE... Onde estão então a CUF, a SOREFAME, a MUNDET, a LISNAVE, a DUARTE FERREIRA, etc., etc., toda a indústria portuguesa em geral, e o crecimento económico do país de 7% ao ano em 1974?
SE NÃO É VERDADE… Onde está a Força Aérea Portuguesa com mais aviões numa só unidade de treino em 1958 do que tem hoje toda a Aviação Militar…

SE NÃO É VERDADE... Onde estão as dezenas de paquetes da Marinha Mercante Portuguesa, a frota da Pesca do Bacalhau, o crescimento a olhos vistos de dia para dia com quase duzentos mil homens em pé de guerra?

SE NÃO É VERDADE… Onde estão hoje os sete cafés da Praça da República da então vila ribeirinha do Montijo dos meados do Século XX, com movimento na zona até às tantas sem necessidade de olhar para o lado.
SE NÃO É VERDADE… Quem fazia hoje funcionar uns “Transportes Aéreos Militares”, uma ponte aérea de 14 anos de Guerra do Ultramar, no Portugal espalhado pelo mundo, de noite e dia sem um acidente?

SE NÃO É VERDADE... Onde estão hoje os jovens de dezanove anos responsáveis por aviões onde outros jovens da mesma idade iam voar?  

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Aniceto Carvalho

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