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Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

ERA ASSIM... A VERDADE

NO TEMPO DO ESTADO NOVO´
Saía-se da Estação do Rossio, atravessava-se para o passeio do Café Gêlo, entre este e a estação dos Correio na esquina a seguir, um armeiro com uma vitrina de um metro quadrado ao lado da porta mostrava ao mundo o que de melhor e mais moderno havia em portugal em armas de defesa pessoal. Apenas por trás de um vidro vulgar. Sem tibiezas: Do mais luxuoso coldre com coronha em madre pérola, à mais famosa caçadeira de canos sobrepostos, à discreta 6.35 que se metia na pequena algibeira do cós das calças.
Em todo o lado: Em Luanda, na Beira, em Nampula, em Tete, etc., em plena Guerra do Ultramar com centenas de militares por todo o lado, no Montijo, em Palmela, sei lá onde, em qualquer terra que justificasse a existência do negócio.
Bastava o Registo Criminal limpo, um requerimento ao comandante distrital da polícia a justificar a compra da arma, o próprio armeiro tratava de tudo.
Perfeitamente acessível para toda a gente.
Hoje, embora cidadão exemplar, que até combateste pelo teu país, tu não tens qualquer hipótse de usar um corta unhas como arma de defesa pessoal… A não ser que já estejas farto de aturar hipócritas e incompetentes… e aí então, segundo dizem, se bem trabalhadinho, até podes comprar um canhão sem recuo.

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Aniceto Carvalho

ERA ASSIM... PARA NÃO ESQUECER

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CONVÉM NÃO ESQUECER

Como qualquer português que o tenha vivido pessoalmente muito bem sabe, o Portugal dos meados do Século XX nunca teve rigorosamente nada a ver com aquele que uma data de gente sem qualquer préstimo apregoa há 44 anos.
O Portugal do Estado Novo teve o maior crescimento de toda a sua história no terceiro quartel do Século XX, e o reconhecimento e prestígio do país na Europa e no Mundo ainda hoje estão muito longe de atingirem os níveis dessa época.

Uma amostra:  Em 1958, quando a peseta valia 40 centavos, menos de metade do escudo, e os sargentos espanhóis andavam de calças rasgadas no cu, os militares da Força Aérea Portuguesa eram os mais bem fardados do mundo... Hoje a Espanha está em 26º. do ranking do IDH, (Índice de Desenvolvimento Humano), Portugal está em 41º…

Esta é a verdade… o resto nem para substituir o papel higiénico.
Aniceto Carvalho

ERA ASSIM - CRIME DE LESA PÁTRIA

CRIME DE LESA PÁTRIA

Dizia o Professor José Hermano Saraiva:

"Quem tem talento nas mãos, tem nas mãos o seu próprio futuro".

O que é rigorosamente verdade: Basta a alguém mostrar as mãos para que, sem precisar de dizer uma palavra, tenha imediatamente trabalho em qualquer parte do mundo

E por isso:

Não só pela colossal perda de mão-de-obra qualificada, como pelo talento manual que resultava da prática oficinal, como da ginástica mental a que essa mesma prática obrigava, a destruição do ensino técnico pelo 25 de Abril foi o maior crime de lesa Pátria de todos os tempos praticado em Portugal.

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Aniceto Carvalho

ENQUANTO UNS CANTAM E DANÇAM

ENQUANTO UNS CANTAM E DANÇAM.
Oito das doze mais poderosas empresas do mundo, Google, Facebook, etc., etc., estão localizadas em SEATLE, Estado de Washington, nos Estados Unidos,

Se não o distraírem nem desmotivarem com futilidades, futebol, concertos, festivais, maratonas, politiquice de conversa fiada ou guerras, o homem tem tendência a criar e a fazer coisas… e é precisamente por isso que enquanto de um lado do mundo se canta, dança, joga futebol e passa fome, do outro, em meia dúzia de anos, crescem oito das doze empresas mais poderosas à face da terra.

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Aniceto Carvalho

SERÁ VERDADE?

SERÁ VERDADE?
DIZIA O PROFESSOR HERMANO SARAIVA:
“Quando um rei precisa de muita segurança é porque não se sente seguro”.
POR FALAR NISSO:
Será verdade que os actuais efectivos das forças de segurança, bombeiros, etc. e tal é quase o mesmo que o de militares no tempo da Guerra do Ultramar?

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Aniceto Carvalho

KUING YAMANG

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Kuing Yamang

Opinião de um professor chinês de Economia, sobre a Europa
Do Professor Kuing Yamang, que viveu em França.

1 - A sociedade europeia está em vias de se auto-destruir. O seu modelo social é muito exigente em meios financeiros. Ao mesmo tempo, os europeus não querem trabalhar. Vivem acima dos seus meios, porque é preciso pagar estes sonhos.
2 - Os industriais Europeus estão fartos dr suportar o custo de trabalho na Europa, os impostos e taxas para financiar a assistência generalizada.
3 – Os europeus vivem a crédito. Mas os seus filhos não poderão pagar 'a conta'.
4 - Os europeus destruíram a sua qualidade de vida empobrecendo. Votam orçamentos sempre deficitários. Estão asfixiados pela dívida e não poderão honrá-la.
5 - Mas, para além de se endividar, têm outro vício: os seus governos 'sangram' os contribuintes. A Europa detém o recorde mundial da pressão fiscal.
6 - É um verdadeiro 'inferno fiscal' para aqueles que criam riqueza.
7 – Os europeus ainda não compreenderam que não se produz riqueza dividindo e partilhando, mas sim trabalhando. Porque quanto mais se reparte esta riqueza limitada menos há para cada um. Aqueles que produzem e criam empregos são punidos por impostos e taxas e aqueles que não trabalham são encorajados por ajudas.
É uma total inversão de valores.
8 - Portanto o seu sistema é perverso e vai implodir por esgotamento e sufocação.
A deslocalização da sua capacidade produtiva provoca o abaixamento do seu nível de vida e o aumento do da China!
9 - Dentro de uma ou duas gerações, 'nós' (chineses) iremos ultrapassá-los.
Eles tornar-se-ão os nossos pobres. Dar-lhes-emos sacos de arroz...
10 - Existe um outro cancro na Europa: existem funcionários a mais, um emprego em cada cinco. Estes funcionários são sedentos de dinheiro público, são de uma grande ineficácia, querem trabalhar o menos possível e apesar das inúmeras vantagens e direitos sociais, estão muitas vezes em greve. Mas os decisores acham que vale mais um funcionário ineficaz do que um desempregado...
(Os europeus) vão-se desintegrar directos a um muro e a alta velocidade...

Seja quem for o Professor Kuing Yamang, a herança que espera os nossos vindouros não se afigura muito mais risonha do que isto.

Aniceto Carvalho

RONALD REAGAN EM PORTUGAL

RONALD REAGAN EM PORTUGAL

A propósito: Já que não é preocupação de ninguém pôr a cultura ao serviço do cidadão como devia ser, que seja o cidadão a procurar cultivar-se. Do pouco que ainda resta vejam os Horizontes da Memória do Professor Hermano Saraiva. 

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Aniceto Carvalho

 

O MAGRIÇO

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O MAGRIÇO

Álvaro Gonçalves Coutinho

Embora com alguma aparência de lendá, a história de "O Magriço"  tem muito mais de verdade do que muita gente pensa.

Disse o Professor José Hermano Saraiva: "O D. Quixote só existiu na cabeça do Cervantes... nós, que tivémos dezenas de "Magriços" de primeira grandeza ninguém liga imporância nenhuma".

Só pela parte dedicada ao "Magriço" vale a pena dispensar uns bons minutos a dar uma vista de olhos em "Os Lusíadas". 

Canto I - 12/106
Por estes vos darei um Nuno fero,
Que fez ao Rei o ao Reino tal serviço,
Um Egas, e um D. Fuas, que de Homero
A cítara para eles só cobiço.
Pois pelos doze Pares dar-vos quero
Os doze de Inglaterra, e o seu Magriço;
Dou-vos também aquele ilustre Gama,
Que para si de Eneias toma a fama.

É claro que é preciso saber interpretar "Os Lusíadas"... que é também por isso que a obra é tão interessante. 

Aniceto Carvalho

BAIRRO ALTO

BAIRRO ALTO

Disseram numa televisão cá do sítio, há vários anos. Eu ouvi. Que, logo a seguir ao 25 de Abril "um certo artista" da praça lisboeta tinha mandado acrescentar à matricula do seu carro, um topo de gama adquirido tempos antes, três letrinhas apenas: PCP. 

Não sei quem era o "artista"... mas que o fado Bairro Alto aqui reproduzido pertence a um dos dois LP de maior sucesso e mais vendidos em Portugal em todo o sempre no princípio dos anos 70, disso não tenho dúvidas nenhumas. Eu tinha os dois. 

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Aniceto Carvalho

FERREIRA DE CASTRO

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Clic e veja: - José Maria Ferreira de Castro

Porque será que num país onde há um sábio em cada esquina e toda a gente fale de tudo sem saber de nada nem goste de "perder tempo" a ler, ninguém saiba quem foi o maior e mais traduzido escritor de sempre da língua portuguesa?

Tive a felicidade e o superior privilégio de ler quase toda a sua obra da biblioteca do Clube de Sargentos da Base Aérea 6, no Montijo, nos anos 60 do Século XX. 

Toda a gente deveria ler "A Volta ao Mundo". Não necessariamente a edição ilustrada, a mais cara... a edição normal chega muito bem, e vale bem a pena.

Aniceto Carvalho

DIZ-SE "INVERSAMENTE PROPORCIONAL"

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DIZ-SE “INVERSAMENTE PROPORCIONAL”
Eu sou do tempo, anos 50 do Século XX, em que com 400 aviões em sete bases operacionais a Força Aérea Portuguesa tinha 2.500 homens… hoje, com cerca de um quarto das aeronaves de então, menos de 100, que não dão nem metade do trabalho dos aparelhos dessa época, a mesma Força Aérea Portuguesa tem cerca de 6.000 efectivos.

A Força Aérea Portuguesa, aqui, é apenas um exemplo. Nada mais. Como se sabe, foi a eito de Norte a Sul de Este a Oeste, do ministério à junta de freguesia: Os lugares ao Sol subiram em flecha, a criação de tachos foi aos milhares... embora os computadores e todos os meios disponíveis entretanto, tudo andou para trás nos últimos 45 anos.  

Enquanto assim continuar, não há discurso nem vitória no futebol que nos valha.

Tenho dúvidas. Tenho muitas e sérias dúvidas que o poder local seja melhor exercido pelo autarca do concelho, eleito por 50% de alienados mal informados, que entra pobre e sai rico, (que até deixa a terrá no fim do mandato), do que por um forasteiro competente que tem de prestar contas a quem para lá o nomeou.
Estava nestas congeminações, salta-me uma homegem aos antigos autarcas de uma certa edilidade. De repente apetecía-me recordar algum velho Presidente de Câmara desse tempo. Fui ver, bati com o nariz na porta: Eram antigos autarcas, sim, mas posteriores ao 25 de Abril. Nada de misturar a democrática flor do entulho com a ralé fascista.
São os mesmo que têm andado por aí a animar as hostes dos Antigos Combatentes. Acredito tanto neles como na primeira fralda que a minha mãe me pôs
Aniceto Carvalho 

A MAGNA CARTA E A UNIÃO EUROPEIA

A MAGNA CARTA E A UNIÃO EUROPEIA
Para quem não saiba, a “MAGNA CARTA” é um documento superior das leis inglesas, este de 1215, uma espécie de “CONSTITUIÇÃO” dos nossos dias.
REPARE-SE: De 1215 quando o nosso D. Afonso II, era o 3º. rei de Portugal, na altura ainda a ultimar umas coisas que tinham ficado pelo caminho no Alentejo.
A Inglaterra é, portanto, um dos países mais antigos do mundo inteiro e, mais importante ainda, depois da sua fundação, no Século X, desde sempre um país de vanguarda.
A Inglaterra não é um país qualquer, a Velha Albion não dá ponto sem nó.
Os primeiros ministros do Canadá, da Autrália e da Nova Zelância, por exemplo, não obstante eleitos nos respectivos países, têm de ser aprovados pela Inglaterra, para o qual a mesma Ingleaterra tem nesses países um governador representante da Raínha.
SABIAM ESTA???
A Inglaterra tem uma extensa experiência de relações internacionais entre os paízes de topo; a Inglaterra não entrou na União Europeia à babuge. Ainda assim pelo sim pelo não, como quem entra na água fria da praia, meteu  um pezinho a experimentar.
MESMO ASSIM, PELO SIM PELO NÃO, AMIGOS AMIGOS, DINHEIRO À PARTE.
Viu a choldra fugiu a sete pés. O resto é conversa e televisão.
NOTA: E eu até gostava de estar enganado. Para o bem ou para o mal, não estou.
A União Europeia é contra a natureza das coisas.

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Aniceto Carvalho

DESGARRADA - FADO MANDADO

DESGARRADA COM MÚSICA DO FADO MANDADO

Genuinamente português.... do melhor que guardo nos meus vídeos.

De Arouca, Norte da Beira Litoral, não muito longe da minha região. Isto também acontecia nos bailes em casa do meu pai na primeira metade dos anos 40. Menos, claro. O bailes em casa do meu pai eram frequentados por  duas ou três dezenas de rapazes e raparigas, não tinham o potencial de artistas repentistas de um arraial de milhares de uma festa como é aqui o caso de Arouca.  Mesmo assim acontecia. 

E quando não acontecia, depois do baile, o meu tio Joaquim pegava no harmónio, o Joaquim Cristo na viola, com o meu pai a bater com um abano na boca de um cântaro, faziam eles uma desgarrada que durava até às tantas.  

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Aniceto Carvalho 

FADO MANDADO

FADO MANDADO

Como nos bailes em casa do meu pai na primeira metade dos anos 40 do Século XX.

Muito semelhante do que me lembro. Também na região de Coimbra, Semide, mencionada no vídeo, e de onde parece ser este grupo folclórico, é relativamente próxima da minha terra. Próxima da minha terra e de passagem obrigatória para a Romaria do Senhor da Serra.

Os trajes de então, pelo menos na minha terra, não tinham nada a ver com estes. Isto é folclore. No meu tempo de miúdo, nesta altura, grande parte dos jovens da zona, rapazes e raparigas, já tinha estado fora da terra... isso reflectia-se muito claramente.

Nessa altura, as raparigas já mostravan a perna até ao joelho.

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Aniceto Carvalho

MEMÓRIA É VIDA VIVIDA

MEMÓRIA É VIDA VIVIDA
A minha é das boa, mas prega-me cada uma que me deixa num farrapo.
Por exemplo. Mas antes: Não tem nada a ver com apreciações da arte em causa.

Goste-se ou não, Manuel dos Santos foi o maior toureiro português de sempre. 

Clic e veja: - Manuel dos Santos

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Eu estava presente num dos abundantes repastos no armazém do meu patrão, em Queluz, numa maioria de aficionados tauromaquicos, quando alguém anunciou uma grave colhida do Manuel dos Santos, tendo sido, inclusive, ali falada a sua morte.

Diz a Wikipédia que foi no México em 1947.
Em 1947 estava eu em Rio de Mouro, tinha chegado em Abril.

Lembro-me perfeitamente do movimento de veraneantes lisboetas no Verão desse ano na Mata da fábrica de aguardente de figo dos Vieiras de Torres Novas, de um terramoto de forte intensidade na zona, em Outubro ou Novembro. 

Os meus patrões trespassaram a taberna onde eu estava empregado.

No Verão do ano seguinte, portanto em 1948,  eu já estava trabalhar na fábrica de curtumes, lembro-m que, juntamente com todos os qua habitavam nas instalações termos tomado banho num dos tanques ali existentes.

No dia 27 de Fevereiro de 1949 eu estava em Queluz. Lembro-me muito bem do onde estava a ouvir o relato do Itália-Portugal, em Génova, e do resultado: 1:4.

Eu não podia estar em Queluz em 1947.
Um de nós está errado: Eu ou a Wikipedia. Vá lá a gente saber.

Só que eu estava lá... e os criadores da Wikipedia e o escriba que lá escarrapachou isto, se calhar ainda nem sequer andavam a saltar de um lado para o outro.
Aniceto Carvalho

O LINDINHO DA ESTRADA NOVA

O LINDINHO DA ESTRADA NOVA
(ISTO É RIGOROSAMENTE VERDADE)
Conheci um indivíduo que tinha a mais genuína cara de macaco implantada em cima dos ombros de um ser humano que eu vi em toda a minha vida. Com mais de 50 anos em finais de 1986, idade mais do que suficiente para se ter conhecido bem  ao espelho, estava totalmente convencido que "lhe chamavam lindinho na tropa" por ser bonito.

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Aniceto Carvalho

SALVOS PELO GONGO

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SALVOS PELO GONGO
Conheci pessoalmente durante anos alguns camaradas de armas, colegas de profissão e trabalho, familiares e inclusive filhos de gente de elevado gabarito que, tanto quanto julgo saber, não obstante a condescendência bem portuguesa, nenhum deles deu um passo em frente que não fosse por mérito próprio.
A “CUNHA” existia, sim, sabe-se. Servia para abrir a porta, para contornar o primeiro obstáculo… Mas fora disso, sem unhas, a cunha de pouco valia.
Quanto aos outros, que também os havia, como se sabe, se nunca tivesse acontecido o 25 de Abril ainda hoje ninguém sabia que eles tinham existido.
No tempo de Estado Novo, claro… Hoje as coisas são diferentes. Hoje qualquer departamento da administração tem mais familiares de alguém no poleiro e correligionários do partido em alta na zona do que funcionários por competência.
Aniceto Carvalho

RETRATO DE FAMÍLIA

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RETRATO DE FAMÍLIA
Eram assaltantes de bancos, sequestradores de aviões e barcos, mataram e estropiaram pessoas em actos terroristas, (Estação Sul e Sueste, lembram-se?), foram desertores e traidores à pátria… De repente, a transbordar de sabedoria, experiência de vida e competência de dez, vinte e trinta de anos de clandestinidade, juntamente com mais uns milhares de lutadores antifascistas polidores de esquinas desde o dia anterior que nunca tinham mexido uma palha, alaparam na Assembleia Nacional, nos bancos, nas grandes empresas, nas cãmaras municipais, em tudo o que fosse compensador e desse para minar por dentro.
ESTAVAM À ESPERA DE QUÊ?
Bem pregava Marcello Caetano: “Veremos alçados ao poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a ordem que conhecemos de longa data”.

Aniceto Carvalho

CRIANCINHAS AMESTRADAS

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CRIANCINHAS AMESTRADAS
Adoro palhaçadas de quem não sabe nem quer fazer coisa nenhuma: Dias do pai, da mãe, do avozinho, do primo no Brasil, do cão, do gato, do piriquito, para enrolar ainda mais o pobre parolo há 45 anos alienado até à medula.
Estava a passar por alto as resportagens televisivas com criancinhas, sei lã porquê fiquei de olho na do Palácio de Belém com o Presidente da República.
Chamou-me a atenção, logo no princípio da fantochada, comecei a achar uma das criancinha demasiado espertinha para o meu gosto... Às tantas a Catarina Furtado, a acompanhante, fez-lhe uma pergunta: Muito espevitada, a criancinha, uma menina de uns oito ou nove anos respondeu que de Natal, Páscoa, anos dela, do pai, da mãe, etc. a única data que lhe interessava era o 25 de Abril.
ADORO CRIANCINHAS AMESTRADAS.
Aniceto Carvalho

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