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Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

ENTREGAR A QUEM?

 

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 “ENTREGAR A QUÉM?” - Perguntava na altura o velho timomeiro quanfo lhe sugeriam a entrega dos antigos territórios ultramarinos.

A resposta está aí, 50 anos depois.

Eu estava lá: Em Luanda, em Cabinda, em Landana, em Buco Zau, em São Salvador, no Toto, no Úcua, em Negage... Sim, eu estava lá, na costa do Índico, em Cabo Delgado, em Moeda, em Nampula, no Niassa, em Tete, na Cabora Bassa, na Beira, em Vla Pery,  no Fingué, no Chinde, na Espungabera, no Pafure... Sim, eu estava lá. Eu estava lá a ajudar tudo aquilo a crescer, não estava a escrever babuseiras sentado num dos cafés de baixa de Lisboa.

Eu vi-os com as lágrimas nos olhos. Gnte que me conhecia, que sabia com quem estava a falar. Lá, na Beira, não foi no Rossio, no Martinho nem na Suiça. Toda aquela gente sabia muito bem que Gungunhanas e afins eram muito piores que a colonizão portuguesa. 

GOOGLE EARTH 60 anos depois: Territórios ricos, prometedodores, em pleno desenvolvimento nos anos 60, hoje dos mais miseráveis dos 193 do mundo. 

Aniceto Carvalho

DOIS LIVROS A LER

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Dois livros que ninguém devia deixar de ler:

Dois livros fantásticos, históricos, verdadeiros, que deixam clara uma realidade muito diferente da que tem sido apregoada há quarenta e cinco anos.  Vejam quem é John P. Cann.

Angola - Anatomia de uma Tragédia

De General António da Silva Cardoso

Contra-insurreição em África: 1961-1974

O modo português de fazer a guerra. Autor: JOHN P. CANN. 

Aniceto Carvalho

CONVERSA DE MULHERES

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CONVERSA DE MULHERES
Dona Henriqueta contratou uma mulher a dias: Seis euros à hora, quatro horas por dia, um dia por semana. Três semanas depois Dona Henriqueta tinha a casa numa lástima, metade do melhor do frigorífico e da dispensa tinham desaparecido em lautos lanches da diligente serviçal, a outra metade misteriosamente sabe-se lá como.
Dona Henriqueta aconselhou-se.
- Já falei com a minha a teu repeito – disse a Dona Adelaide. E adiantou: - Só te faz duas horas por dia, à quinta feira, e são dez euros á hora.
Dona Henriqueta aceitou, a amiga recomendou:
- Depois diz qualquer coisa, Henriqueta.
Ao encontrar a amiga mais tarde, Dona Henriqueta filosofou:
- Merece tanto de apreço uma mulher a dias competente como de desprezo o charlatão diplomado que atende o paciente sem olhar para ele a pensar em comer a enfermeira no fim da consulta – disse ela.
Dona Perpétua, mulher de velha cepa, lida e sabida, de olhos rasgados até à nuca, que nunca dizia duas palavras sem as estudar, sentenciou:
- Lá virá o tempo em que cada cidadão terá desde o primeiro dia uma base de dados, especie de caderneta militar, com todos os prós e contras, para que ao longo dos anos cada um tenha sempre o valor que merece.
Aniceto Carvalho

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JANUÁRIO SACRIPANTA

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JANUÁRIO SACRIPANTA
Ainda nos seus rijos quase oitenta anos, Januário Sacripanta reunia no banco do jardim lá do sítio com os seus contemporâneos. Januário Sacripanta falava claro, alto e bom som, tratava os bois pelos nomes.
- É a verdade, amigos. Nada de que me orgulhe, apenas a verdade. Eu palmilhei todas as cadeias do país. De Paços de Ferreira ao Linhó, do Linhó a Vale dos Judeus. Tudo. De Norte a Sul, do Minho ao Algarve...  

Januário Sacripanta deteve-se, fez uma polongada pausa:
- Minto – acrescentou ele. – Peço desculpa. Nunca estive preso no Forte de Peniche, em Caxias, nem em nenhuma prisão política.
Januário Sacripanta fez mais uma pausa, avaliou o supense e atirou.
- Eu era bandido, não me dava com gente de má nota: traidores e afins!

Aniceto Carvalho

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A NOITE DOS ALIENADOS

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A NOITE DOS ALIENADOS
1000.000.000 (Mil milhões)
1000.000.000 (Mil milhões) de pobres de Cristo postados em frente de um ecrã de televisão horas a fio para ver um desfile de vaidades, mediocridades e ídolos de pés de barro que movimentam milhões a jogar à bola.

Você sabia que os piores, mais rascas, reles e rafeiros programas de televisão são apresentados pelos apresentadores mais bem pagos?

E isso não lhe diz nada?

Aniceto Carvalho

QUEM ERAM ELES?...

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QUEM ERAM ELES?...

Tem sido tão venenosa a propaganda abrilesca nestes últimos 45 anos que o cidadão comum nem tem tido tempo para se perguntar quem eram, onde estavam e o que faziam tantos progressistas iluminados no anterior regime.

Menina bem da capital, arquiteta, etc. e tal, saltou para a rua em festa, a festejar sabe-se lá o quê... sem se lembrar do perigo, deixou em casa duas filhas pequenas, a precisar de cuidados médicos, entregues a uma criada. 

Bateram-lhe à porta logo de manhã. Era para lhe comunicar a boa nova do dia 25 de Abril. Mas ele não sabia, Obviamente de consciência pesada sabe-se lá porquê, num rasgo do coragem heróica mandou a mulher ir abrir a porta.

Aos milhares, tudo gente do melhor... Alguns até saltaram directamente da prisão de delito comum para as bancadas da Assembleia da Republica.

Aniceto Carvalho

EDUCAÇÃO SÉCULO XXI

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EDUCAÇÃO SÉCULO XXI
A senhora tem 52 anos. Divorciada, separada, coisa assim. Por isso ou sei lá porquê, é uma mulher avinagrada com quem o convívio não aparenta ser nada fácil.

Fez anos há dias, o filho e a pseudo nora ofereceuram-lhe um jantar de anos. Bolo de aniversário à maneira, no cimo a toda a largura do diâmetro, um PÉNIS em todo o seu esplender. A legenda: "Tu precisas é disto". 
Embatuquei ao ver a fotografia, balbuciei apenas:
- Não acho graça nenhuma.
Ela acrescentou:
- Nem eu.
Que educação terá tido esta reles e inqualificável criatura para ter este miserável nível de comportamento para com a própria mãe?
Não sei. Responda quem souber
Aniceto Carvalho

SOU DO TEMPO

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SOU DO TEMPO…
O passado não faz mal nenhum a ninguém… Pelo contrário:, o passado ensina-nos a náo repetir as mesmas asneiras. O presente sim: A vilitipendiar o passado para esconder a mediocridade é que o presente pode arrasar o futuro.

Sou do tempo em que as crianças começavam a aprender o que era a vida com os primeiros passos, a trepar às árvores, aos ninhos, aos grilos, a saltar muros e valados, a executar pequenas tarefas caseiras, a saber que o trabalho faz parte da vida.

Sou do tempo em que se ia para a escola aos sete anos com uma sacola de pano a tiracolo com dois livritos e uma ardósia lá dentro que tinham sido de um irmão mais velho ou de uma tia quinze anos antes.

Sou do tempo em que a Quarta Classe era a sério, quando se sabia na ponta da língua a tabuada, as serras, os rios e os caminhos de ferro portugueses, se faziam contas de multiplicar e dividir com quatro algarismos, de quando seis anos de trabalho depois se entrava na Aeronáutica Militar para um curso de mecânico de avião – matemática, física, aerodinâmica, etc. - e não se fazia má figura.

Sou do tempo em que as crianças ainda de cueiros não eram encaixotadas dentro de quatro paredes com grades durante anos a fio sem um carinho dos pais nem saber a diferença entre uma couve flor e uma galinha.

Sou do tempo em que a minha professora da Instrução Primária ministrava uma sala mista de quarenta alunos da Primeira à Quarta Classe, dava aulas de religião e moral aos sábados – o que hoje fazia muito jeito a muita gente –, ensiva trabalhos manuais, punha tods s gente a fazer ginástica, organizava jogos durante o recreio -, num largo na aldeia -, nos levava a pic nics nas ínsuas do Ceira, a ver filmes históricos, nos dava duas horas de aulas extras por dia em casa dela a dois meses dos exames.

Vale de Vaz, Vila Nova de Poiares, no dealbar dos anos 40 do Século XX.

Tenham sido muitas ou poucas as lavagens ao cérebro, dêm-lhes as voltas que quiserem, tudo isto é rigorosamente verdade.

Outros tempos. A professora do Secundário recomendou à aluna do último ano um livro do Eça de Queiroz. Podía ter-lhe recomendsdo “A Cidade e as Serras”, ”A Ilustre Casa de Ramires, “Os Maias”, etc... Mas não. A ilustre professora do Ensino Secondário recomendou a uma miúda de 18 anos “O Primo Basílio”, o livro mais pronogrático do brilhante escritor português.
Desculpa-se: Talvez a didtinta professora só tenha lido “O Primo Basílio” em toda a sua carreira académica, por certo de capa e batin a brilhar de autocolantes.
Aniceto Carvalho

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MARIA ALICE

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MARIA ALICE
Uma das mulheres com a estrutura mental mais equilibrada que eu conheci em toda a minha vida. (Confirmado por muita e boa gente).
Chamava-se Maria Alice Ferreira de Carvalho e era minha irmã.
Decisão minha, e só minha, a quem apenas tenho de prestar contas, um mès depois de fazer os doze anos, em Abril de 1947, deixei para trás a minha terra, as saias da minha mãe , fui à procura de outra vida.
Embora a saber ler e escrever bastante bem, tanto o meu pai como a minha mãe, foi à minha irmã Alice – catorze meses mais nova do que eu - que ficou mais ou menos entregue a tarefa de se corresponder comigo. Correram meses. Entre outras novidades da terra no entretanto, cerca de seis meses depois recebi dela uma carta a comunicar-me o nascimento de mais um irmão: Era o Lino.
Sei lá onde onde é que eu fui buscar o chinfrim, sem sentir uma palavra do que escrevia, enchi uma carta de louvores ao nascimento da criancinha, sei lá o quê, como se a criatura recém nascida fosse uma segunda versão do Menino Jesus.
Com onze anos acabados de fazer, a minha irmã respondeu: “Deixa-te mas é de parolices que nós já cá tínhamos cinco e chegavam muito bem!”
Nunca teve carro, pouco saiu da terra, creio que nem a 4ª: Classe fez.
Era e sempre foi assim a minha irmã Alice…
Aniceto Carvalho

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Aniceto Carvalho

Quem não tem cão...

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QUEM NÃO TEM CÃO
Não porque eu perceba alguma coisa do assunto, mas porque a economia me merece alguma curiosidade, tive há dias o grato prazer de trocar algumas palavras com uma senhora dos meus tempos licenciada no ramo. Lia um autor que eu desconhecia, disse-me que lhe tinha ficado o jeito de ler desde o Segundo Ciclo antigo, Terceiro, Quarto e Quinto ano do Liceu, de quando eram "recomendados" os cento e tal textos da Selecta Literária, ”Os Lusíadas” da primeira à última estrofe, dez livros de autores portugueses.
- E quem chumbasse a português chumbava o ano todo – acrescentou-
Era do tempo em que as áreas de estudo do Sétimo Ano para a universidade era por alineas: Alénea “E” para direito, “G” para económicas, “F” para engenharia, medicina, etc: Matemática, física-quimica, ciências naturais, geometria descritiva… e as duas nucleares: Filosofia e OPAN.
- Oh, essa, a “F”!!! – exclamou ela – era a pior.
- A quem o diz… respondi.

Eu tive de trabalhar (estudar) dezenas de vezes mais que qualquer estudante que hoje chega à universidade: Com excepção da Primária, de umas explicações no Primeiro Ciclo e de umas aulas no primeiro ano de direito, eu nunca gastei bancos de escola… foi tudo a pulso  a tirar dos livros para os exames, nas horas vagas de uma profissão de elevada responsabilidade, com dez cursos técnicos profissionais pelo meio.

Impressiona-me tanto por isso a presença de uma capa e batina a adejar carregada de autocolantes como um macaco fardado de general…
Nem percebi o que poderia levar uma “universitária” a visitar uma instituição de idodos num domingo à tarde naquele preparo de vaidade parola.
Reparei melhor: Embora já bem longe dos vinte anos a rapariga não teve qualquer manifestação especial, ninguém lhe ligou, nem o candelabro conseguiu sugerir algum brilho à vulgaridade: A moçs, coitada, não valia um pataco.
Enfim, uma tristeza!!! Ou… Quem não tem cão, caça com gato!!!

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CURVAS DO TEMPO

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CURVAS DO TEMPO
A primeira miúda que me fez revirar os olhos a dançar foi a Helena “Zanaga”, minha prima, num baile nas Paúlas, lá na terra, no São João de 1952… a segunda foi a Madalena, um ano mais tarde, na Sociedade do Algueirão de Cima. Era o sangue dos dezassete, dezoito anos em todo o seu vigor.
Dois anos depois, no baile da Tertúlia Tauromáquica do Montijo, a Daniela era a miúda mais bonita e jeitosa, a que melhor se ajustava à medida do meu braço direito, à altura da minha boca, aos contornos do meu perfil dos vinte anos.
Era o que eu pensava, não necessariamente o mesmo que ela: Só ela, sozinha, a Daniela deu-me mais tampas nos bailes da Tertúlia Tauromáquica do Montijo do que todas as outras desde os meus primeiros passos de dança aos três ou quatro anos nos bailes em casa do meu pai.
E ainda bem… podem acreditar.
A Daniela, no entanto, a verdade seja dita, não dançava comigo mas também não dançava com mais ninguém. A Daniela esperava o principe encantado: Um presunçoso menino bem  do sítio que, lá por ter mais um ou dois anos de escola, embora nem carne nem peixe na sociedade montigense, navegava na esteira dos fidalgotes da terra. A criatura tinha enxovalhado a moça, esta contou ao pai, este sacudiu o artista pelos colarinhos, antes que as coisas piorassem com umas arrochadas, o pertenço menino bem desandou para outras paragens.
O presunçoso galã acabou por casar com a miúda do mais fantástico par de pernas do Montijo, talvez da Penímsula de Setúbal e arredores.
Aparentemente impensável na altura, a Daniela casou com o Narciso, um modesto jovem montijense da mesma altura que eu não conhecia.
Passaram largos anos, porque as famílias destes montijenses e a da minha mulher eram vizinhas, nos anos oitenta lá voltámos s cruzar os mesmos caminhos não muito longe uns dos outros nas imediações do centro ds vila ribatejana.
Por razões comerciais fui amigo do Narciso na altura que ele abriu um estabelecimento de venda de artigos eléctricos na Avenida João de Deus.
Um dia mandei lá o meu filho, na altuta com vinte e poucos anos comprar não sei já què. Regressou extasiado, de olhos a brilhar:
- Que fantástica miúda!!! – disse ele ao regressar.
Referia-se à jovem que o tinha atendido, filha do Narciso e da Daniela.
- Cuidado – avisei. - Essa moça é filha de uma das mais bonitas miúdas do Montijo de há trinta anos atrás… hoje uma parente próxima do Abominável Homem das Neves, por ali, entre a Ti Mila Das Meias e a Casa Faz Chuva.

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Aniceto Carvalho

A verdade do Marcelo

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A verdade do Marcelo:

S SOMOS OS MELHORES!!!

Indiscurível e comprovado

Desde que tenhamos chefes à altura - faltou-lhe  acrescentar. 

Miseravelmente atirada para o esquecimento dos portugueses a fim de tentar disfarçar a mediocridade e a incompetência que se lhe seguiram, a Guerra do Ultramar é um bom exemplo na história mais brilhante de todos os países do mundo...

Clic e veja: Contra - Subversão em África

O passado não faz mal nenhum ao futuro.  O presente sim... O presente a denegrir o passado é que pode atirar com todo um futuro por terra .

Aniceto Carvalho 

PROFISSÕES E PROFISSIONAIS

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PROFISSÕES E PROFISSIONAIS

Uma das características mais interessantes da Força Aérea Portuguesa era o respeito e consideração de que os seus elementos gozavam na sociedade sem que para isso fizessem qualquer esforço ou ligassem a menor importância.
Era de escola da própria Força Aérea Portuguesa - acho eu. E explica-se:
Não obstante uma instituição militar, a Força Aérea Portuguesa era, também,  superiormente especializada na qual toda a gente era profissional de qualquer coisa.
Além da incontornável formação básica, o militar da Força Aárea Portuguesa tirava cursos atrás de cursos ao longo da vida profissional, tinha de estar sempre actualizado… Com a vida de camaradas que almoçavam com ele na mão, o militar da Força Aérea não tinha muito tempo para perder em futilidades, em futebois, em festivais, em concertos, em programas de promoção de artistas nem noutras patetices de fabricar autómatos acéfalos.
O militar da Força Aérea Portuguesa era um homem realizado e sem traumas no fim da sua carreira profissional... e o seu  posicionamento, por demais evidente há 60 anos, entre 1961 e 1974 durante a Guerra do Ultramar, e o seu distanciamento dos acontecimentos que se seguiram ao 25 de Abril de 1974 demonstram-no claramente.

Estes homens pertenciam a uma Força Aérea que, com quatrocentos aviões nos meados do Século XX, qualquer deles a dar dez vezes mais trabalho que o equivalente dos actuais menos de cem, tinha então três vezes menos efectivos humanos.

ESTAVA TUDO LIGADO.
Diziam os nossos avós: Tanto para fazer e tão pouco tempo!!! 

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Aniceto Carvalho

UM PAÍS POBRE... DE ESPÍRITO

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UM PAÍS POBRE… DE ESPÍRITO
Um país é pobre… de espírito quando tem as suas televisões a trasbordar de talkies shows com pseudo-artistas, afins e similares, que nunca fizeram nada, não fazem, não sabem, não querem, nem nunca farão coisa nenhuma na vida, e deixam no esquecimento centenas de homens de valor exemplar alguns dos quais até a vida deram pela pátria.

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Aniceto Carvalho

PORTUGAL DOS PEQUENITOS

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PORTUGAL DOS PEQUENITOS
Portugal dos Pequenitos não é só a obra do Doutor Bissaya Barreto, em Coimbra.

Não senhor, longe disso.
Portugal dos Pequenitos é também quando um pseudo jornaleiro está a favor de uma ladra, despedida com justa causa por comprovadamente ter roubado o patrão, e fica contra o empresário que abre falência a dever 50 mil depois de ter pago 100 milhões em impostos e de ter criado e sustentado centenas de postos de trabalho.

É deprimente a comichão que faz a certa pobre gentinha sem préstimo algum, qualquer coisita de mais relevante que tenha sido deixada pelo Estado Novo: Como foi o caso do Estádio Nacional. Estava anunciado um programa de comemoração dos seus 75 anos. 

Obra do Estado Novo... DE COMEMORAÇÕES NEM O CHEIRO.
COITADINHO DE QUEM É PEQUENINO!!!
Aniceto Carvalho

ESTE O VERDADEIRO PORTUGAL DOS PEQUENITOS.

Sem os Arquimedes, os Denis Papin, os Henry Ford, sem os Gama ou Dumont, o mundo teria parado ainda antes do tempo da Pedra Lascada… e contudo, têm sido sempre estes homens os alvos a abater precisamente por aqueles que nada fazem ou sabem fazer.

Aniceto Carvalho

COITADINHOS DOS PEQUENINOS

COITADINHOS DOS PEQUENINOS

Embora o descalabro, a conspiração, o assassinato, a traição, a cereja no topo do bolo com os trágicos milhares de mortos na Primeira Guerra onde nenhum dos aliados de então queria os militares portugueses... Embora tudo isto e muito mais...

Embora um país deixado de  rastos ao fim de dezasseis anos…

Embora tudo isto, nunca o Estado Novo ocultou o nome a nenhum republicano.

Hoje, 45 anos depois do período mais brilhante da sua história, durante o qual Portugal sustentou uma guerra de catorze anos internacionalmente reconhecida como um dos maiores feitos de armas de todos os tempos, temos um Panteão cheio de gente ilustre que ninguém sabe porquê, mas do Estado Novo nem um único homem tem merecido da eminência parda abrilista uma tabuleta à entrada de um beco.

COITADINHO DE QUEM É PEQUENINO!!!

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Aniceto Carvalho