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Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

Réstias do Tempo - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

A LOTARIA DA ESPÉCIE

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A LOTARIA DA ESPÉCIE
Dos três amores das minhas primeiras letras, dos sete anos a meados da adolescência, as mulheres inglesas, os aviões e as pradarias texanas, embora as oscilações dos setenta anos passados, nenhuma se perdeu no tempo.
Os dois primeiros eram do tempo da propaganda da Segunda Guerra que aparecia lá por casa… o terceiro, em Queluz, vinha de ilustrações de revistas portuguesas da época, onde até o cheiro da tinta era americano.
Passaram-se muitos anos, ficou a memória mas, como as colinas de Negage, também as paisagens americanas se desvaneceram no tempo.
Perduram os aviões. Compreende-se. Uma profissão de trinta anos de que se gosta e bem aproveitada, nunca mais se atira para trás costas.
As raparigas inglesas, são o meu mistério aos 84 anos: Não sou do tipo, nem tenho a presunção de ser experiente. Nem sei nada disso. Falo apenas pelo que me tem feito reparar: A personalidade, a simplicidade, a maneira de estar.
Perante o que se vê do dia a dia britânico, hoje a mulher inglesa é a mesma que eu recordo das antigas revistas de propaganda aliada... aquela com quem lidei um pouco  em Inglaterra em 1970, na qual fui reparando ao longo dos anos.
Deve ser um caso de classe e cultura naturais, não de tinta: Por certo as britânicas não precisam de se americanizar nem afrancesar para mostrar aquilo que são.
Ou talvez ainda...  como por cá: A velha e eterna pecha portuguesa da “civilização que nos fica curta nas mangas” - como dizia o Eça de Queiroz.
Aniceto Carvalho

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