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Réstias do Tempo BEYOND

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

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Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

Aquilino Ribeiro

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Não apreciei a escrita do Aquilino Ribeiro por aí além. Talvez demasiado complicada  para o meu gosto e tarimba. Portuguès ao mais elevado nível. Do melhor mas difícil de ler.

Ainda assim, li pelo menos quatro ou cinco dos melhores livros do Aquilo Ribeiro: "A Casa Grande de Romiragães", "Quando os Lobos Uivam", "Abóboras no Telhado", "O Malhadinhas", já não me lembro se mais algum. Licenciado em Coimbra, de alto gabarito, condiscípulo do Salazar, gostava tanto do homem de Santa Comba como tinha gostado da Monarquia.

Acho que era mais ou menos  anarquista, não tinha papas na língua.

Pelo menos num dos seus livros, "Abóboras no Telhado", da Biblioteca de Messe de Sargentos da Base Aérea 6 não fazia cerimónia quando falava do Salazar. 

Um dia em Luanda, em 1964, antes de saber isto tudo, recomendaram-me: Quando puder leia "O Malhadinhas"... é uma obra prima. "O Malhadinhas" é, de facto,  uma obra de arte. 

NOTEM: Li "Abóboras no Telhados" da "Biblioteca do Clube de Sargentos da Base Aérea 6".

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O Aquilino Ribeiro escrevia um Portugal que ainda hoje vale a pena ler.

O Malhadinhas era um almocreve da Beira Litoral Norte, região de Aveiro, que percorria toda a Beira Alta até ao Marão na sua actividade comercial, de noite e dia, através de serras, no meio de tudo o inimaginável.  Encontros e desencontros do interior beirão.

Aniceto Carvalho