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RÉSTIAS DO TEMPO - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

RÉSTIAS DO TEMPO - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

AS MORDOMAS

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AS MORDOMAS
As mordomas eram as mulheres que, junto com os homens, faziam a festa de aldeia na minha terra quando eu era pequeno há oitenta anos.
As mordomas eram a minha mãe, as minhas tias e a minha mulher…
Mulheres que pegavam numa enxada lado a lado com os homens, que criavam dez filhos, que estavam com os maridos na guerra e na emigração, que corriam mais de vinte quilómetros com um cabaz de hortaliça à cabeça para o vender na praça de Coimbra, que antes dos vinte metiam pés a caminho e iam fazer vida a milhares de quilómetros das saias das mães.
Feministas a revindicar sabe-se o quê são outra coisa.

Já lá vão perto de noventa anos que a Margaret Mitchell escreveu “E tudo o vento levou”, uma das obras primas da literatura mundial de todos os tempos.

Escreveu ela em 1936, e dizia-o Reth Butler para a mulher, a Scarlett O’Hara no filme “E tudo o vento levou” de 1939: “Deixa-te de alardear feminismos que as yanks não se têm dado muito bem com isso. (As “yanks” eram as nortistas, muito para a frentex já na altura).
E desde então a não ser em degradação, e na falta de respeito e consideração à moda antiga, no que foi que as mulheres ganharam alguma coisa?
Aniceto Carvalho