Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

Réstias do Tempo - Blogmaster

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

Réstias do Tempo - Blogmaster

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

Bibliotecas Itinerantes

Gulbenkian60.jpg

Contra factos não há argumentos 

 

(Veja com os seus olhos: Com computadores, bases de dados, etc., em qualquer biblioteca municipal onde você entre tem mais funcionários que utentes. CONFIRME). 

Agora clic e veja: - Bibliotecas Itinerantes

No tempo em que Portugal era um país "atrasado e analfabeto", havia umas carrinhas da Gulbenkian a correr todo o país, de porta em porta, que punham os livros à frente dos olhos dos eventuais leitores...

(Sem esquecer que, além das Bibliotacas Itinerantes da Gulbenkian, algumas "terras" modestas de província tinham bibliotecas bem interessantes, como a da Praia do Ribatejo, da qual li bastante nos finais dos anos 60).
Hoje qualquer terriola tem uma superiormente bem apetrechada e luxuosa biblioteca com montes de funcionários. Os livros estão lá dentro.
E assim, como ninguém os vê, também ninguém os lê.
Não adianta: Por mais voltas que lhe queiram dar, por mais areia que nos queiram atirar aos olhos, por mais apetrechada ou luxuosa que esteja uma biblioteca no centro da cidade não tem rigorosamente nada a ver com uma biblioteca itinerante que vai levar os livros à porta das pessoas.

À Binlioteca Itinerante, parada à sua porta, ia a dona Aurora requisitar um novo livro, ia a vizinha ver as novidades e já agora levava um, para ela, para o marido ou para o filho, (mesmo que fosse só para não ficar atrás), e ia a alcoviteira do fundo da rua desenferrujar a língua... que, se calhar, um dia destes, ainda ia levar também um para dar uma vista de olhos.

Ah... E iam também as criancinhas... o que era muito importante.

Era o que se via: E vejam aqui também para confirmar:

Bibliotecas Itinerantes

Hoje, à luxuosa biblioteca da vila vai o velhinho ler o jornal. Mais ninguém vai "perder tempo" num espaço onde não há nada para ver, com uma data de superfícies comerciais onde passear e regalar os olhos.
Bibliotecas Itinerantes, no entanto, são velharias... Enquanto se gastarem fortunas em cinema, teatros e outros fantochadas que ninguém vê nem quer saber, só para dar "trabalho" a hipotéticos "artistas" de compadrio, afins e similares, o dinheiro nunca poderá chegar para tudo.
Aniceto Carvalho