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Réstias do Tempo BEYOND

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

Réstias do Tempo BEYOND

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

CIDADÃOS/DOUTORES

Quem nunca fez, não sabe fazer

CIDADÃOS/DOUTORES

SIM, É URGENTE E IMPÕEM-SE acabar com esta bandalheira.

Esta gente não tem qualquer direito de andar a estudar à conta do cidadão que trabalha para lhes sustentar os ví­cios... Esta gente tem de ser banida das escolas, para depois, sem mezinhas, mas a trabalhar no duro, ter de demonstrar ao paí­s que merece o nome de cidadão de bem.

Esta gente não pode levar uma vida inteira na boa vai ela para ser doutor à  conta do sacriício de milhões de compatriotas seus, para depois, quando o paí­s mais precisa dele, em vez de correr a defender a sua terra ficar a conspirar pelas esquinas, fugir covardemente para o estrangeiro, a pretender que quem lhe sustentou os ví­cios é que a deve ir defender.

E isto aconteceu em larga escala nos meados do Século XX. 

Esta gente que protesta pelo aumento de cinco cêntimos na refeição da cantina, mas que vai fazer praxes selvagens na Serra da Estrela, jamais devia usufruir dos mesmos direitos que um estudante dedicado que reconhece os sacrifícios do paí­s para fazer dele um homem útil a todos, que respeita os pais e os avós que nunca tiveram as vantagens que ele tem.

Até os homens mais sábios o reconhecem. É uma doença portuguesíssima: Mesmo que seja um zero qualquer pendura sem inteligência nem habilidade tem de ser doutor. Só Deus sabe quantos imbecís tivémos de gramar só porque tinham andado na escola até aos vinte anos, enquanto nós trabalhávamos desde os doze a duzentos quilómetros das saias da mãe.

Há séculos que este paíss se preocupa mais com univerdades para formar doutores de título do que com escolas para cidadãos com bons princípios profissionais e qualificados.

POR FALAR NISSO

Eram dois professores de perto dos 50 anos de idade, do ensino secundário, não sei de quê, não percebi bem, e mesmo que tivesse  percebido, com tantos cursos e sabedorias que andam por aí­, por certo ficava na mesma.  Foi-lhes perguntado:

"Das quatro hipóteses possí­veis, quem mandou matar a Dona Inês de Castro: D. Pedro I,

D. Fernando I, D. Afonso IV ou D. Afonso VI??"...

"D. Afonso VI"  - responderam os dois. 

Como dizia o Nat King Cole: "Quero chorar, não tenho lágrimas".

Aniceto Carvalho