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Réstias do Tempo BEYOND

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

Réstias do Tempo BEYOND

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

Parece conto de fadas

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O bom vale sempre a pena ser recordado

Tinha chegado há pouco a Tete, estava a tentar ambientar-me, precisava de me distrair, vi numa montra um extraordinário rádio Gira Discos. Duas possantes colunas independentes de 20 W cada, tinha um som que nunca mais acabava. Era o que eu precisava. Nem pensei duas vezes. Comprei uns Ray Conniff, James Last, etc., nunca mais ninguém descansou.

Veio a Passagem do Ano de 1970 para 71, eu e o Marta, eu mecânico, ele piloto, dos Serviços de Aviação do Gabinete do Plano do Zambeze, éramos os únicos, não sei se escalados ou não,  para quem fazer a assistência no planalto do Songo na Passagem do Ano tanto fazia que fosse a duzentos quilómetros a montante de Tete como a trezentos na foz do Zambeze.

Combinámos fazer um baile no Songo, nem nos precupámos em ahustar os pormenores.

No dia 31 de Dezembro de 1970 lá estávamos. Foi um estrondo. 

No ano seguinte, de 1971 para 72, mobilizei o Navajo para transportar a "orquestra" e a família, combinei com o Oliveira Marques para pilotar o avião, fui repetir o baile do ano anterior.

O Songo estava todo fechado com nevoeiro, o Oliveira Marques teve de subir a encosta da serra aos zig zags para lá chegar, o baile foi um fiasco comparado com o do ano anterior.

Não se admirem que haja alguém que não acredite nisto... se eu estivesse no lugar de algumas pessoas, se calhar também não acreditava.

Mas foi verdadinha, podem crer.

Aniceto Carvalho