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Réstias do Tempo - Blogmaster

Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

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Esconder quem somos sugere sempre contas por ajustar com o passado.

Presunção, cagança e penacho

PRESUNÇÃO, CAGANÇA E PENACHO

No tempo em que os portugueses viviam em cavernas e andavam vestidos de peles, reparava eu aviões e helicópteros em Angola, depois em Moçambique.

Era quando os pilotos da aviação civil, o próprio chefe dos serviços de Aviação do Gabinete do Plano do Zambeze, o Prazeres, os donos das empresas de táxis aéreos e todos os outros, com milhares horas de voo em zona de Guerra do Ultramar, se chamavam Carlos Mendes, Vinagre, António Cunha, Jorge Guerra, Rui Cunha, Oliveira Marques, António Marta, Silgado Teixeira, Santa Cruz, Brandão, Silvestre... andavam de camisa estampada, calções, sandálias e usavam um boné de pala na cabeça por causa do sol...

Quando nós éramos pobrezinhos!!!

Hoje qualquer aprendiz de piloto que sai por aí a cavalo num toco de vassoura é o SENHOR COMANDANTE com o ombro carregado de galões.

Como em tudo há umas quatro dezenas de anos neste Ocidental Ibérico:

PRESUNÇÃO, CAGANÇA E PENACHO. 

E os COMANDANTES DE DRONE estão por aí a chegar.

 

Apanhei esta há muitos anos quando valia a pena ler o Correio da Manhã, de  um jovem jornalista de então cujo nome entretanto esqueci.

“UM BOM CAPITÃO NÃO PRECISA DE GALÕES”

Como bem sabemos, é uma verdade sem contestação.

É o que eu repito há largos anos por outras palavras: “A nossa capacidade de chefia chega ao nível de encarregado geral e para… a partir daí, sem canudo, partido ou cunha, nenhum português chega a lado nenhum”...

O resto é PRESUNÇÃO, CAGANÇA E PENACHO.

Aniceto Carvalho