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RÉSTIAS DO TEMPO - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

RÉSTIAS DO TEMPO - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

Quando o cavalo passa

QUANDO O CAVALO PASSA
Tinha eu os meus vinte três anos, sem ter mexido uma palha nesse sentido, tive um “padrinho” daqueles de pôr um indivíduo nos píncaros da Lua pela porta grande.
Dizia ele: “Eu ponho-o lá dentro no melhor lugar, deixo-lhe as melhores portas escancaradas prontas para o receber... se ele tiver unhas, fica com o mundo á espera.

E pôs mesmo. E o resto, que eu percebi claramente logo na prova de candidatura, era também rigorosamente verdade. Só faltava a passadeira vermelha. Nunca conheci o homem. Graças a Deus. Pelo menos não passei pela vergonha de uma valente chazada.
Desisti de mudar de vida nessa altura, mal ou bem, não me arrependi.
Mas, como dizia o meu chefe Joaquim Prazeres, nos Serviços de Aviação do Gabinete do Plano do Zambeze, em Tete, em 1971, a analogia permanece intacta:
“Na vida de um homem há sempre um cavalo branco que passa… difícil é apanhá-lo e saltar-lhe para cima, permanecer lá sentado depois, apenas e para poucos”.
Aniceto Carvalho