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RÉSTIAS DO TEMPO - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

RÉSTIAS DO TEMPO - BEYOND

Por mais que repetida, dure o tempo que durar, meio século ou milénios, a mentira é sempre repugnante, vesga, coxa e de perna curta.

ERA ASSIM... A VERDADE

NO TEMPO DO ESTADO NOVO´
Saía-se da Estação do Rossio, atravessava-se para o passeio do Café Gêlo, entre este e a estação dos Correio na esquina a seguir, um armeiro com uma vitrina de um metro quadrado ao lado da porta mostrava ao mundo o que de melhor e mais moderno havia em portugal em armas de defesa pessoal. Apenas por trás de um vidro vulgar. Sem tibiezas: Do mais luxuoso coldre com coronha em madre pérola, à mais famosa caçadeira de canos sobrepostos, à discreta 6.35 que se metia na pequena algibeira do cós das calças.
Em todo o lado: Em Luanda, na Beira, em Nampula, em Tete, etc., em plena Guerra do Ultramar com centenas de militares por todo o lado, no Montijo, em Palmela, sei lá onde, em qualquer terra que justificasse a existência do negócio.
Bastava o Registo Criminal limpo, um requerimento ao comandante distrital da polícia a justificar a compra da arma, o próprio armeiro tratava de tudo.
Perfeitamente acessível para toda a gente.
Hoje, embora cidadão exemplar, que até combateste pelo teu país, tu não tens qualquer hipótse de usar um corta unhas como arma de defesa pessoal… A não ser que já estejas farto de aturar hipócritas e incompetentes… e aí então, segundo dizem, se bem trabalhadinho, até podes comprar um canhão sem recuo.

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Aniceto Carvalho